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Total de Questões Encontradas: 57.802 de 252.126
Exibindo: Página 2.236 de 11.561

Questão: 11176 / QT-40196
Ano: 2024
Banca: Instituto Consulplan
Órgão: Prefeitura de Nova Iguaçu - RJ
Cargo: Professor I - História
Disciplina: História
Desde seus primórdios, principalmente após a colonização, a sociedade brasileira foi elitizada. Seja como donatários, como funcionários da Corte, ou como agraciados com grandes porções de terra, a elite brasileira foi formada com o objetivo primeiro de exploração da terra e do trabalho servil. Era exploradora dos mais fracos e buscava sempre privilégios e favores do Estado, devotando-lhe total comunhão e submissão. Nunca se formou verdadeiramente um povo, com uma identidade comum, mas sim castas. Para crescer na vida era preciso ser “amigo do rei”. Aos “amigos do rei” o acesso a tudo e a todos era ilimitado, aos demais, tudo deveria ser negado ou dificultado.

(PRADO JUNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. 14.ed. São Paulo: Brasiliense, 1945, p. 31-55.)


Com as mudanças políticas provocadas principalmente pelo florescer da República no Brasil, em relação à sociedade: 

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O protagonismo do povo em ampla organização institucional corrobora para a desmistificação da ideia de “elite privilegiada”.

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A permanência do status da elite foi fortemente ameaçada, pela própria característica democrática do novo regime em ascensão.

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O confronto de classes, comum nos períodos anteriores, é abrangentemente substituído por uma sensação de pertença garantido pela cidadania republicana. 

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A manutenção de castas e privilégios mantém-se com poucas alterações em um verdadeiro ajuste de posições, de acordo com as novas necessidades.


Questão: 11177 / QT-40197
Ano: 2024
Banca: Instituto Consulplan
Órgão: Prefeitura de Nova Iguaçu - RJ
Cargo: Professor I - História
Disciplina: História
No Brasil, um fato marcante politicamente foi que, com a Proclamação da República, a elite econômica dominante tráz para a cena brasileira um novo personagem – o poder militar. Ele será um protagonista muito importante da vida política brasileira durante os próximos anos. Os donos do poder político continuaram em sua lida de privilégios e benefícios, as eleições continuaram claramente fraudulentas (tecnicamente falando, o Brasil republicano era democrático). Junto a isso, no início do século XX, a classe operária de São Paulo já contava com dezenas de sindicatos de trabalhadores. Apesar de sua evidente desarticulação, conseguiram realizar movimentos grevistas generalizados em 1906, 1912, 1917 e 1919.


(PRADO JUNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. 23. ed. São Paulo: Brasiliense, 1942, p. 354.)


Nas primeiras décadas do século XX no Brasil, além da consolidação do sistema republicano no país:

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A elite política brasileira, influenciada pelas ideias europeias de igualdade operária preconiza a revolução proletária no Brasil.

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O anarquismo, aliado ao sindicalismo, consegue fortalecer-se a ponto de passar a ditar os novos rumos da política nacional.

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 O proletariado, aliado aos trabalhadores rurais, passam a contar com o apoio do governo e da sociedade civil em suas lutas classicistas.

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O sindicalismo irá se confundir, para a elite burguesa, com o comunismo, uma ameaça que iria abalar as sólidas convicções cristãs e ocidental.


Questão: 11178 / QT-40198
Ano: 2024
Banca: Instituto Consulplan
Órgão: Prefeitura de Nova Iguaçu - RJ
Cargo: Professor I - História
Disciplina: História
A consciência histórica não pode ser meramente equacionada como simples conhecimento do passado. A consciência histórica pode ser analisada como um conjunto coerente de operações mentais que definem a peculiaridade do pensamento histórico e a função que ele exerce na cultura humana. Consciência histórica é uma categoria geral que não apenas tem relação com o aprendizado e o ensino de história, mas cobre todas as formas de pensamento histórico; através dela, se experiencia o passado e o interpreta como história.

(RÜSEN, 2006, p. 14-16.)


A natureza peculiar do conhecimento histórico exige que o ensino da disciplina tenha por princípios a valorização do conhecimento prévio dos alunos e uma abordagem que objetive a construção da consciência histórica. Para que isso aconteça:

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Os atores educacionais, guardada a sua rígida hierarquia de importância no processo de busca do conhecimento, devem assumir a responsabilidade pela confecção da consciência histórica. 

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O professor e o aluno, em um ato contínuo e interativo, precisam estar atentos à priorização de ideias subsidiadas e respaldadas nas comprovações acadêmicas em detrimento às ideias cotidianas.

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O professor precisa estar atento à demanda de conhecimento do aluno e aberto à reelaboração e reconstrução de conceitos como passado, presente, perspectiva cultural e visão de mundo, dentre outros. 

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O docente por excelência deve ser o protagonista do processo de aprendizagem, elencando o que realmente é importante ensinar, para conduzir o aluno com eficiência na construção da memória histórica.


Questão: 11179 / QT-40199
Ano: 2024
Banca: Instituto Consulplan
Órgão: Prefeitura de Nova Iguaçu - RJ
Cargo: Professor I - História
Disciplina: História
Uma das estratégias econômicas que possibilitaram a manutenção das cortes absolutistas e seu desenvolvimento interno foi que o Mercantilismo manifestou, por exemplo, no governo do rei Luís XI da França, o primeiro monarca a configurar o regime mercantilista no país. No seu caso, a proteção à economia interna se deu de forma a controlar a saída de metais preciosos do Estado, mas também estabelecendo uma série de mecanismos para controlar a circulação de mercadorias.

(DEYON, 2009, p. 16-17.)


A aplicação de fato do Mercantilismo teve variações pela Europa. Na Inglaterra, tal sistema assumiu três pressupostos básicos, dentre outros; assinale-os.

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A drástica redução das importações; uma balança comercial favorável; e, a hegemonia no tráfico negreiro.

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A proibição de manufaturas; o confisco de terras da Nobreza e do clero; e, a conquista de colônias de exploração.

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O acúmulo de metais nobres; o incentivo à criação de manufaturas; e, o controle de entrada e saída de mercadorias. 

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O progresso das exportações agrícolas; o incentivo à criação de ovelhas; e, a valorização da moeda nos circuitos internos de comércio.


Questão: 11180 / QT-40200
Ano: 2024
Banca: Instituto Consulplan
Órgão: Prefeitura de Nova Iguaçu - RJ
Cargo: Professor I - História
Disciplina: História
A flexibilização no trabalho pode ser entendida, dentre outros fatores coisas, pela liberdade da empresa para demitir uma parcela de seus empregados sem penalidades quando a produção e a venda diminuem; liberdade para a empresa, quando a produção assim o requer, de reduzir o horário de trabalho ou de recorrer a mais horas, repentinamente sem aviso prévio.

(MONTAÑO; DURIGUETTO, 2011, p. 197.)


Junto às crises econômicas, que caracterizam e caracterizaram o Brasil e o mundo em vários momentos, surge em pauta a questão da flexibilização das condições de trabalho e, consequentemente, alterações quanto aos seus limites. A questão da flexibilização das condições de trabalho é 

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complexa, vista para uns como o algoz do direito do trabalho e para outros como salvadora, quando deveria ser, na verdade, a harmonização entre o econômico e o social. 

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simples, já que o direito do trabalho é uma questão estatal por excelência, visto que é dever exclusivo do Estado gerenciar normas e/ou desregulamentação das regras trabalhistas.

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antiga, pois, ao retroceder na própria história da humanidade, nos primórdios da Revolução Industrial, aponta-se o direito do trabalho como grande culpado pelas crises econômicas.

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insignificante, se considerarmos toda uma gama de questões sociais muito mais importantes do que se discutir os efeitos precarizantes da flexibilização, que só gera problemas para o trabalhador e para a empresa. 



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