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Questão: 2976 / QT-7341
Ano: 2024
Banca: VUNESP
Órgão: Prefeitura de Lins - SP
Cargo: Agente Administrativo
Disciplina: Português

Há fome por trás do aquecimento global



           A escalada da temperatura global empurra para cima indicadores de insegurança alimentar, fome e desigualdade socioeconômica. Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), uma agência especializada das Nações Unidas, confirmam essa premissa e expõem sua assustadora dimensão humana. Em 2023, quando a temperatura global cravou o recorde de 1,45 ºC acima da média registrada no período de 1850-1900, pelo menos 333 milhões de pessoas estavam vivendo em situação de insegurança alimentar mundo afora.


       A mudança climática não é, obviamente, a causa primária dessa massa de desvalidos, como ressalta a OMM em seu recente relatório Estado do Clima Global. Conflitos, violência, crises econômicas locais, preços de alimentos e quebras de safras agrícolas estão comumente no epicentro do problema. Porém, são agravados por secas, inundações e eventos climáticos cada vez mais acentuados e frequentes – os efeitos há muito reconhecidos do aquecimento global. Esse quadro explica o aumento da pobreza e da fome no planeta e a desesperada migração de contingentes humanos vulneráveis para locais onde esperam, no mínimo, sobreviver.


         “A crise climática é o maior desafio da humanidade e está diretamente relacionada à desigualdade e ao aumento da pobreza e da instabilidade, com agravamento da insegurança alimentar, de deslocamento de populações e da perda de biodiversidade”, resumiu Celeste Saulo, secretária-geral da OMM.
O uso do acento indicativo da crase atende à norma-padrão em:

-

A vida dos desvalidos é afetada por uma série de problemas, que são intensificados devido à secas, inundações e eventos climáticos.

-

Em 2023, a temperatura global chegou à 1,45 ºC acima da média registrada no período de 1850-1900, aumentando a insegurança alimentar. 

-

Os efeitos do aquecimento global geram situações que chegam à levar contingentes vulneráveis a locais onde esperam sobreviver.

-

De acordo com o relatório da OMM, não se deve atribuir à mudança climática o papel de causa primária da massa de desvalidos no mundo.


Questão: 2977 / QT-7342
Ano: 2024
Banca: VUNESP
Órgão: Prefeitura de Lins - SP
Cargo: Agente Administrativo
Disciplina: Português

Há fome por trás do aquecimento global



           A escalada da temperatura global empurra para cima indicadores de insegurança alimentar, fome e desigualdade socioeconômica. Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM), uma agência especializada das Nações Unidas, confirmam essa premissa e expõem sua assustadora dimensão humana. Em 2023, quando a temperatura global cravou o recorde de 1,45 ºC acima da média registrada no período de 1850-1900, pelo menos 333 milhões de pessoas estavam vivendo em situação de insegurança alimentar mundo afora.


       A mudança climática não é, obviamente, a causa primária dessa massa de desvalidos, como ressalta a OMM em seu recente relatório Estado do Clima Global. Conflitos, violência, crises econômicas locais, preços de alimentos e quebras de safras agrícolas estão comumente no epicentro do problema. Porém, são agravados por secas, inundações e eventos climáticos cada vez mais acentuados e frequentes – os efeitos há muito reconhecidos do aquecimento global. Esse quadro explica o aumento da pobreza e da fome no planeta e a desesperada migração de contingentes humanos vulneráveis para locais onde esperam, no mínimo, sobreviver.


         “A crise climática é o maior desafio da humanidade e está diretamente relacionada à desigualdade e ao aumento da pobreza e da instabilidade, com agravamento da insegurança alimentar, de deslocamento de populações e da perda de biodiversidade”, resumiu Celeste Saulo, secretária-geral da OMM.
Assinale a alternativa em que a pontuação está em conformidade com a norma-padrão.

-

É óbvio, que a mudança climática não é a causa primária dessa massa de desvalidos.

-

Havia cerca de 333 milhões de pessoas que, em 2023, viviam assombrados pela fome.

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Em seu relatório, a OMM ressalta, que há outras questões no epicentro do problema.

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Os efeitos do aquecimento global que, todos já conhecem, agravam a questão da fome.


Questão: 2978 / QT-7343
Ano: 2024
Banca: VUNESP
Órgão: Prefeitura de Lins - SP
Cargo: Agente Administrativo
Disciplina: Português

O maçarico



           Naqueles longes tempos, ele era vítima de um cirurgião- -dentista que, de repente do outro lado da sala de café, da outra extremidade do bonde, da calçada oposta, lançava intempestivamente o seu vozeirão:


         – Como vai a poesia?


       Todas as cabeças que se achavam de permeio1 voltavam-se então para o Poeta. O Poeta, nu, desmascarado, em meio à multidão! Para evitar esses atentados ao pudor, ele afinal descobriu um meio de fazer a pergunta antes que o outro a fizesse. Mal avistava o dentista, e antes que o mesmo erguesse as trombetas da sua voz, que não soavam propriamente como as trombetas da Fama, mas como as cornetas fanhas da Difamação, bradava o alvissareiro Poeta: – Como vai o maçarico? As cabeças de permeio voltavam-se então escandalizadas ou irônicas para o cirurgião-dentista. Não porque fosse uma vergonha utilizar esse útil instrumento, mas porque maçarico era mesmo uma palavra muito engraçada, uma palavra que rimava com a dança do sarapico-pico-pico e com surubico. O resultado de tudo isso foi que os papéis se inverteram: o dentista pegou medo do poeta.   


(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)


1 permeio: no meio
Na história, o Poeta é vítima do cirurgião-dentista porque este

-

queria ouvir novas poesias e aquele era tímido para recitá-las ao público.

-

sofria nos atendimentos que aquele lhe prestava como profissional.

-

expunha a presença daquele em público, normalmente o constrangendo.

-

denunciava que aquele estava nu, e a multidão repudiava a falta de pudor.


Questão: 2979 / QT-7344
Ano: 2024
Banca: VUNESP
Órgão: Prefeitura de Lins - SP
Cargo: Agente Administrativo
Disciplina: Português

O maçarico



           Naqueles longes tempos, ele era vítima de um cirurgião- -dentista que, de repente do outro lado da sala de café, da outra extremidade do bonde, da calçada oposta, lançava intempestivamente o seu vozeirão:


         – Como vai a poesia?


       Todas as cabeças que se achavam de permeio1 voltavam-se então para o Poeta. O Poeta, nu, desmascarado, em meio à multidão! Para evitar esses atentados ao pudor, ele afinal descobriu um meio de fazer a pergunta antes que o outro a fizesse. Mal avistava o dentista, e antes que o mesmo erguesse as trombetas da sua voz, que não soavam propriamente como as trombetas da Fama, mas como as cornetas fanhas da Difamação, bradava o alvissareiro Poeta: – Como vai o maçarico? As cabeças de permeio voltavam-se então escandalizadas ou irônicas para o cirurgião-dentista. Não porque fosse uma vergonha utilizar esse útil instrumento, mas porque maçarico era mesmo uma palavra muito engraçada, uma palavra que rimava com a dança do sarapico-pico-pico e com surubico. O resultado de tudo isso foi que os papéis se inverteram: o dentista pegou medo do poeta.   


(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)


1 permeio: no meio
A conclusão do texto permite concluir corretamente que

-

o expediente do Poeta o poupou da vergonha e, desde então, o cirurgião-dentista passou a temê-lo.

-

o cirurgião-dentista descobriu o truque do Poeta, ambos fizeram as pazes e se tornaram amigos.

-

o Poeta passou a amedrontar o cirurgião-dentista, mesmo sabendo que ele o incomodaria de novo.

-

o comportamento do cirurgião-dentista passou a ser criticado pelas pessoas, que gostavam do poeta.


Questão: 2980 / QT-7345
Ano: 2024
Banca: VUNESP
Órgão: Prefeitura de Lins - SP
Cargo: Agente Administrativo
Disciplina: Português

O maçarico



           Naqueles longes tempos, ele era vítima de um cirurgião- -dentista que, de repente do outro lado da sala de café, da outra extremidade do bonde, da calçada oposta, lançava intempestivamente o seu vozeirão:


         – Como vai a poesia?


       Todas as cabeças que se achavam de permeio1 voltavam-se então para o Poeta. O Poeta, nu, desmascarado, em meio à multidão! Para evitar esses atentados ao pudor, ele afinal descobriu um meio de fazer a pergunta antes que o outro a fizesse. Mal avistava o dentista, e antes que o mesmo erguesse as trombetas da sua voz, que não soavam propriamente como as trombetas da Fama, mas como as cornetas fanhas da Difamação, bradava o alvissareiro Poeta: – Como vai o maçarico? As cabeças de permeio voltavam-se então escandalizadas ou irônicas para o cirurgião-dentista. Não porque fosse uma vergonha utilizar esse útil instrumento, mas porque maçarico era mesmo uma palavra muito engraçada, uma palavra que rimava com a dança do sarapico-pico-pico e com surubico. O resultado de tudo isso foi que os papéis se inverteram: o dentista pegou medo do poeta.   


(Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho, 2013)


1 permeio: no meio
Na ânsia _______ evitar os atentados ao pudor, o Poeta descobriu um meio de fazer a pergunta antes do dentista. Assim, ele foi capaz _____evitar as atenções para si.
De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:

-

em ... a

-

por ... de

-

com ... em

-

de ... com



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