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Exibindo: Página 1.119 de 1.285

Questão: 5591 / QT-184591
Ano: 2012
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia - PPL
Disciplina: Português

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resolução da questão


Na tira, o recurso utilizado para produzir humor é a

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transformação da inércia em movimento por meio do balanço.

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universalização do enunciador por meio do uso da primeira pessoa do plural.

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polissemia da palavra balanço, ou seja, seus múltiplos sentidos.

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pressuposição de que o ócio é melhor que o trabalho.

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metaforização da vida como caminho a ser seguido continuamente.


Questão: 5592 / QT-184592
Ano: 2012
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia - PPL
Disciplina: Português

A colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. Esses pronomes podem assumir três posições na oração em relação ao verbo. Próclise, quando o pronome é colocado antes do verbo, devido a partículas atrativas, como o pronome relativo. Ênclise, quando o pronome é colocado depois do verbo, o que acontece quando este estiver no imperativo afirmativo ou no infinitivo impessoal regido da preposição “a” ou quando o verbo estiver no gerúndio. Mesóclise, usada quando o verbo estiver flexionado no futuro do presente ou no futuro do pretérito.


A mesóclise é um tipo de colocação pronominal raro no uso coloquial da língua portuguesa. No entanto, ainda é encontrada em contextos mais formais, como se observa em:

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Não lhe negou que era um improviso.

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Faz muito tempo que lhe falei essas coisas.

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Nunca um homem se achou em mais apertado lance.

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Referia-se à D. Evarista ou tê-la-ia encontrado em algum outro autor?

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Acabou de chegar dizendo-lhe que precisava retornar ao serviço imediatamente.


Questão: 5593 / QT-184593
Ano: 2012
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia - PPL
Disciplina: Português

No Brasil de hoje são falados por volta de 200 idiomas. As nações indígenas do país falam cerca de 180 línguas, e as comunidades de descendentes de imigrantes cerca de 30 línguas. Há uma ampla riqueza de usos, práticas e variedades no âmbito da própria língua portuguesa falada no Brasil, diferenças estas de caráter diatópico (variações regionais) e diastrático (variações de classes sociais) pelo menos. Somos, portanto, um país de muitas línguas, tal qual a maioria dos países do mundo (em 94% dos países são faladas mais de uma língua).

Fomos no passado, ainda muito mais do que hoje, um território plurilíngue. Cerca de 1078 línguas indígenas eram faladas quando aqui aportaram os portugueses, há 500 anos, segundo estimativas de Rodrigues (1993). Porém, o Estado português e, depois da independência, o Estado brasileiro, que o sucedeu, tiveram por política impor o português como a única língua legítima, considerando-a "companheira do Império". A política linguística principal do Estado sempre foi a de reduzir o número de línguas, num processo de glotocídio (eliminação de línguas) por meio do deslocamento linguístico, isto é, de sua substituição pela língua portuguesa. Somente na primeira metade do século XX, segundo Darcy Ribeiro, 67 línguas indígenas desapareceram no Brasil — mais de uma por ano, portanto. Das cerca de 1 078 línguas indígenas faladas em 1 500, ficamos com aproximadamente 180 em 2000 (um decréscimo de 85%), e várias destas 180 encontram-se em estado avançado de desaparecimento.

Disponível em: www.cultura.gov. Acesso em: 28 fev. 2012 (adaptado).


As línguas indígenas contribuíram, entre outros aspectos, para a introdução de novas palavras no português do Brasil. De acordo com o texto apresentado, infere-se que a redução do número de línguas indígenas

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ocasionou graves consequências para a preservação do nosso patrimônio linguístico e cultural, uma vez que a redução dessas línguas significa a perda da herança cultural de um povo.

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manteve a preservação de nosso patrimônio linguístico e cultural, porque, assim como algumas línguas morrem, outras nascem de tempos em tempos, o que contribui para a conservação do idioma.

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foi um processo natural pelo qual a língua portuguesa passou, não significando, portanto, prejuízos para o patrimônio linguístico do Brasil, que se conservou inalterado até nossos dias.

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contribuiu para a mudança de posicionamento da política linguística do Estado, que passou a desconsiderar as línguas indígenas como um importante meio de comunicação dos primeiros habitantes.

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representou uma fase do desenvolvimento da língua portuguesa, que, como qualquer outra língua, passou pelo processo de renovação vocabular, que exige a redução das línguas.


Questão: 5594 / QT-184594
Ano: 2012
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia - PPL
Disciplina: Português

Imagem associada para resolução da 
questão

Disponível em: http://blog.educacionai.com.br. Acesso em: 30 set. 2011.


As variações e as mudanças nas línguas estão correlacionadas a fatores sociais. Na tira, a dedução do pai da garota é confirmada e gera o efeito de humor, pois seu interlocutor apresenta um vocabulário

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urbano, típico de quem nasce nas grandes metrópoles brasileiras.

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formal, relativo a quem frequenta a escola por muitos anos.

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elitizado, encontrado entre falantes de classe socioeconômica alta.

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especial, restrito a quem frequenta os espaços da juventude.

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conservador, representado por uma fala arcaica para a geração atual.


Questão: 5595 / QT-184595
Ano: 2012
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia - PPL
Disciplina: Português

Entrevista

Almir Suruí

Não temos o direito de ficar isolados


Soa contraditório, mas a mesma modernidade que quase dizimou os suruís nos tempos do primeiro contato promete salvar a cultura e preservar o território desse povo. Em 2007, o líder Almir Suruí, de 37 anos, fechou uma parceria inédita com o Google e levou a tecnologia às tribos. Os índios passaram a valorizar a história dos anciãos. E a resguardar, em vídeos e fotos on-line, as tradições da aldeia. Ainda se valeram de smartphones e GPS para delimitar suas terras e identificar os desmatamentos ilegais. Em 2011, Almir Suruí foi eleito pela revista americana Fast Company um dos 100 líderes mais criativos do mundo dos negócios.

ÉPOCA - Quando o senhor percebeu que a internet poderia ser uma aliada do povo suruí?

Almir Suruí - Meu povo acredita no diálogo. Para nós, é uma ferramenta muito importante. Sem a tecnologia, não teríamos como dialogar suficientemente para propor e discutir os direitos e territórios de nosso povo. Nós, povos indígenas, não temos mais o direito de ficar isolados. Ao usar a tecnologia, valorizamos a floresta e criamos um novo modelo de desenvolvimento. Se a gente usasse a tecnologia de qualquer jeito, seria um risco. Mas hoje temos a pretensão de usar a ferramenta para valorizar nosso povo, buscar nossa autonomia e ajudar na implementação das políticas públicas a favor do meio ambiente e das pessoas.

RIBEIRO, A. Época, 20 fev. 2012 (fragmento).


As tecnologias da comunicação e informação podem ser consideradas como artefatos culturais. No fragmento de entrevista, Almir Suruí argumenta com base no pressuposto de que

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as tecnologias da informação presentes nas aldeias revelam-se contraditórias com a memória coletiva baseada na oralidade.

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as tradições culturais e os modos de transmiti-las não são afetados pelas tecnologias da informação.

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as tecnologias da informação inviabilizam o desenvolvimento sustentável nas aldeias.

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as tecnologias da informação trazem novas possibilidades para a preservação de uma cultura.

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as tecnologias da informação permitem que os povos indígenas se mantenham isolados em suas comunidades.



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