Estudo da FGV
mostra que robôs infestam debate político no Brasil
Um estudo divulgado pela Diretoria de Análise
de Políticas Públicas da Fundação Getulio
Vargas afirma que perfis automatizados em redes sociais já
são usados em larga escala no
debate político no Brasil — e não para aprimorá-lo. Segundo a pesquisa,
esses robôs “se
converteram em uma potencial ferramenta para a manipulação de debates nas redes
sociais”.
“Nas
discussões políticas, os robôs têm sido usados por todo o espectro partidário não
apenas para
conquistar seguidores, mas também para conduzir ataques a opositores e forjar
discussões artificiais.
Eles manipulam debates, criam e disseminam notícias falsas e
influenciam a opinião pública, postando e
replicando mensagens em larga escala. O estudo
demonstra de forma clara o potencial danoso dessa
prática para a disputa política e o debate
público”, diz o diretor da FGV/DAPP, Marco Aurélio Ruediger.
O estudo conclui
que os robôs buscam imitar o comportamento humano e se passar como
tal, de maneira a interferir em
debates espontâneos e criar discussões forjadas. “Com esse
tipo de manipulação, os robôs criam a
falsa sensação de amplo apoio político a certa proposta,
ideia ou figura pública.”
Para a FGV, a participação ostensiva de
robôs no ambiente virtual tornou urgente a
necessidade de identificar suas atividades e,
consequentemente, diferenciar quais debates são
legítimos e quais são forjados
GROSSMANN, L. O. Disponível em: www.convergenciadigital.com.br. Acesso
em: 25 ago. 2017.
O texto descreve
características de uma tecnologia de informação e comunicação
contemporânea, que têm se mostrado
difíceis de identificar por causa da utilização de