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Questão: 586 / QT-179586
Ano: 2021
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia e Segundo Dia - Digital - Edital 2020
Disciplina: Português

TEXTO I


A planta de Belo Horizonte


   Foi muito grande o contraste entre a nova capital e as antigas vilas coloniais mineiras, nascidas das necessidades das populações do século XVIII, que se desenvolveram sem nenhum planejamento. A futura capital seria inovadora, moderna e progressista. Assim, o projeto urbanístico que o engenheiro paraense Aarão Reis elaborou para Belo Horizonte causou curiosidade e entusiasmo. 


   É digno de atenção observar os nomes que foram dados às ruas de Belo Horizonte: estados brasileiros, tribos indígenas, rios etc. Mencioná-los era uma verdadeira aula de estudos sociais. Era, inclusive, uma forma de ensinar a população, ainda carente de ensino formal. 


Disponível em: www.descubraminas.com.br. Acesso em: 9 dez. 2017 (adaptado). 


TEXTO II


Ruas da cidade


                                            Guaicurus, Caetés, Goitacazes

                                            Tupinambás, Aimorés

                                            Todos no chão


                                            Guajajaras, Tamoios, Tapuias

                                            Todos Timbiras, Tupis

                                            Todos no chão


                                             A parede das ruas não devolveu

                                             Os abismos que se rolou

                                             Horizonte perdido no meio da selva

                                             Cresceu o arraial, arraial


                                             Passa bonde, passa boiada

                                             Passa trator, avião

                                             Ruas e reis


                                             Guajajaras, Tamoios,

                                             Tapuias Tupinambás, Aimorés

                                             Todos no chão


                                              A cidade plantou no coração

                                             Tantos nomes de quem morreu

                                              Horizonte perdido no meio da selva

                                              Cresceu o arraial, arraial


                                               A parede das ruas não devolveu

                                               Os abismos que se rolou

                                               Horizonte perdido no meio da selva


BORGES, L.; BORGES, M. In: NASCIMENTO, M. Clube da esquina 2. Rio de Janeiro: EMI, 1978 (fragmento).


Os textos abordam a preservação da memória e da identidade nacional, presente na nomeação das ruas belorizontinas. Quais versos do Texto II contestam o projeto arquitetônico descrito no Texto I?

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“Guaicurus, Caetés, Goitacazes” / “Tupinambás, Aimorés”.

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“A parede das ruas não devolveu” / “Os abismos que se rolou”.

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“Passa bonde, passa boiada” / “Passa trator, avião” / “Ruas e reis”.

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“A cidade plantou no coração” / “Tantos nomes de quem morreu”.

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“Horizonte perdido no meio da selva” / “Cresceu o arraial, arraial”.


Questão: 587 / QT-179587
Ano: 2021
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia e Segundo Dia - Digital - Edital 2020
Disciplina: Português

Muito do que gastamos (e nos desgastamos) nesse consumismo feroz podia ser negociado com a gente mesmo: uma hora de alegria em troca daquele sapato. Uma tarde de amor em troca da prestação do carro do ano; um fim de semana em família em lugar daquele trabalho extra que está me matando e ainda por cima detesto.


Não sei se sou otimista demais, ou fora da realidade. Mas, à medida que fui gostando mais do meu jeans, camiseta e mocassins, me agitando menos, querendo ter menos, fui ficando mais tranquila e mais divertida. Sapato e roupa simbolizam bem mais do que isso que são: representam uma escolha de vida, uma postura interior.


Nunca fui modelo de nada, graças a Deus. Mas amadurecer me obrigou a fazer muita faxina nos armários da alma e na bolsa também. Resistir a certas tentações é burrice; mas fugir de outras pode ser crescimento, e muito mais alegria.


LUFT, L. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2011.


Nesse texto, há duas ocorrências de dois-pontos. Na primeira, eles anunciam uma enumeração das negociações que podemos fazer conosco. Na segunda, eles introduzem uma

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opinião sobre o uso de jeans, camiseta e mocassins.

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explicação sobre a simbologia de sapatos e roupas.

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conclusão acerca da oposição entre otimismo e realidade.

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comparação entre ostentação e conforto em termos de vestuário.

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retomada da ideia de negociação discutida no primeiro parágrafo.


Questão: 588 / QT-179588
Ano: 2021
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia e Segundo Dia - Digital - Edital 2020
Disciplina: Português

                                 Leia a posteridade, ó pátrio Rio,

                                 Em meus versos teu nome celebrado,

                                 Por que vejas uma hora despertado

                                 O sono vil do esquecimento frio:


                                 Não vês nas tuas margens o sombrio,

                                 Fresco assento de um álamo copado;

                                 Não vês ninfa cantar, pastar o gado

                                 Na tarde clara do calmoso estio.


                                 Turvo banhando as pálidas areias

                                 Nas porções do riquíssimo tesouro

                                 O vasto campo da ambição recreias.


                                 Que de seus raios o planeta louro

                                 Enriquecendo o influxo em tuas veias,

                                 Quanto em chamas fecunda, brota em ouro.


COSTA, C. M. Obras poéticas de Glauceste Satúrnio. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 8 out. 2015.


A concepção árcade de Cláudio Manuel da Costa registra sinais de seu contexto histórico, refletidos no soneto por um eu lírico que

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busca o seu reconhecimento literário entre as gerações futuras.

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contempla com sentimento de cumplicidade a natureza e o pastoreio.

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lamenta os efeitos produzidos pelos atos de cobiça e pela indiferença.

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encontra na simplicidade das imagens a expressão do equilíbrio e da razão.

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recorre a elementos mitológicos da cultura clássica como símbolos da terra.


Questão: 589 / QT-179589
Ano: 2021
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia e Segundo Dia - Digital - Edital 2020
Disciplina: Português

Ao lado da indústria da moda, a do rock é o melhor exemplo da vendabilidade elástica do passado cultural, com suas reciclagens regulares de sua própria história na forma de retomadas e releituras, retornos e versões cover. Nos últimos anos, o desenvolvimento de novas tecnologias acelerou e, de certa maneira, democratizou esse processo a ponto de permitir que as evidências culturais do rock sejam fisicamente desmanteladas e remontadas como pastiche e colagem, com mais rapidez e falta de controle do que em qualquer época.


CONNOR, S. Cultura pós-moderna: introdução às teorias do contemporâneo. São Paulo: Loyola, 1989.


O rock personifica o paradoxo da cultura de massas (pós-moderna), visto que seu alcance e influência globais, combinados com a sua tolerância, criam uma

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subversão ao sistema cultural vigente.

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identificação de pluralidade de estilos e mídias.

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homogeneização dos ritmos nas novas criações.

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desvinculação identitária nos hábitos de escuta.

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formação de confluência de métodos e pensamento.


Questão: 590 / QT-179590
Ano: 2021
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia e Segundo Dia - Digital - Edital 2020
Disciplina: Português

Qual a influência da comunicação nos fluxos migratórios?


Denise Cogo, doutora em comunicação, discute a relação entre as tecnologias digitais e as migrações no mundo.


Para a especialista, grande parte das representações e das experiências que conhecemos dos imigrantes chega pela mídia. “A mídia é mediadora das relações”, explica.


O imigrante não é só um sujeito econômico, mas, explica Cogo, um sujeito sociocultural. Portanto, a comunicação integra a trajetória das migrações dentro de um processo histórico. “Desde o planejamento e o estudo das políticas migratórias para o país de destino até o contato com amigos e familiares, o encontro dos fluxos migratórios com as tecnologias digitais traz novas perspectivas para os sujeitos. Também se abre a possibilidade para que, com um celular na mão, os próprios imigrantes possam narrar suas histórias, construindo novos caminhos”, analisa.


Disponível em: http://operamundi.uol.com.br. Acesso em: 6 dez. 2017 (adaptado).


Ao trazer as novas perspectivas acionadas pelos sujeitos na escrita de suas histórias, o texto apresenta uma visão positiva sobre a presença da(s)

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economia na formação cultural dos sujeitos.

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manifestações isoladas nos processos de migração.

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narrações oficiais sobre os novos fluxos migratórios.

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abordagens midiáticas no tratamento das informações.

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tecnologias digitais nas formas de construção da realidade.



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