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Questão: 1866 / QT-180866
Ano: 2022
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - PPL - Reaplicação
Disciplina: Português

Espaço e memória


            O termo “Na minha casa...” é uma metáfora que guarda múltiplas acepções para o conjunto de pessoas, de adeptos, dos que creem nos orixás. Múltiplos deuses que a diáspora negra trouxe para o Brasil. Refere-se ao espaço onde as comunidades edificaram seus templos, referência de orgulho, aludindo ao patrimônio cultural de matriz africana, reelaborado em novo território.


            O espaço é fundamental na constituição da história de um povo. Halbwachs (1941, p. 85), ao afirmar que “não há memória coletiva que não se desenvolva em um quadro espacial”, aponta para a importância de aspecto tão significativo no desenvolvimento da vida social.


            Lugar para onde está voltada a memória, onde aqueles que viveram a condição-limite de escravo podiam pensar-se como seres humanos, exercer essa humanidade e encontrar os elementos que lhes conferiam e garantiam uma identidade religiosa diferenciada, com características próprias, que constituiu um “patrimônio simbólico do negro brasileiro (a memória cultural da África), afirmou-se aqui como território político-mítico-religioso para sua transmissão e preservação” (SODRÉ, 1988, p. 50).


BARROS, J. F. P. Na minha casa. Rio de Janeiro: Pallas, 2003.



Na construção desse texto acadêmico, o autor se vale de estratégia argumentativa bastante comum a esse gênero textual, a intertextualidade, cujas marcas são 

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aspas, que representam o questionamento parcial de um ponto de vista.

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citações de autores consagrados, que garantem a autoridade do argumento. 

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construções sintáticas, que privilegiam a coordenação temporal de argumentos. 

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comparações entre dois pontos de vista, que são antagônicos.

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parênteses, que representam uma digressão para as considerações do autor.


Questão: 1867 / QT-180867
Ano: 2022
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - PPL - Reaplicação
Disciplina: Português

Imagem associada 
para resolução da questão



Partindo a pé do Museu Mineiro pelo trajeto mais curto até a próxima atração com tradução em Libras, serviço de alimentação e venda de livros, o leitor do mapa passará em frente ao(à)

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Escola de Design.

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Academia Mineira de Letras.

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Museu das Minas e do Metal.

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Espaço do Conhecimento UFMG.

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Casa do Patrimônio Cultural de Minas Gerais.


Questão: 1868 / QT-180868
Ano: 2022
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - PPL - Reaplicação
Disciplina: Conhecimentos Gerais

            A riqueza que fez de Manaus uma cidade cosmopolita foi gerada por uma árvore da floresta, a seringueira. No final do século XIX, a borracha, flexível e à prova-d’água, causou furor em um mundo em plena expansão industrial, mas acostumado a lidar apenas com madeira e ferro. O látex, suco que emana da seringueira e é a matriz da borracha, respondia em 1920 por um quarto de todas as exportações brasileiras e saía daAmazônia em barcosa vapor direto para a Europa e os Estados Unidos, onde fábricas produziam de espartilho a mola para porta e zepelins.


National Geographic, n. 143, fev. 2012 (adaptado).



A atividade econômica mencionada no texto propiciou ao Brasil e à Europa desempenhar, respectivamente, os papéis de

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instrutor de mão de obra estrangeira — formador de profissionais especializados.

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fornecedor de produtos manufaturados — distribuidor da produção artesanal.

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renovador de técnicas extrativistas — despachador de insumos industriais.

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provedor de matéria-prima — produtor de inovação tecnológica. 

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criador de trocas comerciais — inventor de câmbios mercantis.


Questão: 1869 / QT-180869
Ano: 2022
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - PPL - Reaplicação
Disciplina: Geografia

            A imagem ou modelo, ou seja, toda construção da realidade, é um instrumento de poder e isso desde as origens do homem. Uma imagem, um guia de ação, que tomou as mais diversas formas. Até fizemos da imagem um objeto em si e adquirimos, com o tempo, o hábito de agir mais sobre as imagens, simulacros dos objetos, do que sobre os próprios objetos. Poderíamos imaginar o estudo dos sistemas de representação em ligação com as classes que detinham o poder ao longo da história.


RAFFESTIN, C. Por uma geografia do poder. São Paulo: Ática, 1993 (adaptado).



A cartografia moderna, na perspectiva descrita no texto, passou a representar a Terra dando ênfase aos (às)

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escalas de tamanho grande.

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áreas de domínio hegemônico.

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aspectos da teoria geocêntrica.

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projeções cilíndricas equivalentes.

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diferenciações de legendas coloridas.


Questão: 1870 / QT-180870
Ano: 2022
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - PPL - Reaplicação
Disciplina: Conhecimentos Gerais

            Uma nova modalidade de conservação surgiu da associação entre movimentos sociais que lutam pelo direito de acesso à terra e aos recursos naturais por camponeses, pescadores, ribeirinhos, povos da floresta e de setores do ambientalismo do Terceiro Mundo para os quais a crise ambiental está profundamente associada à crise do modelo de desenvolvimento, à miséria crescente e à degradação ambiental. O ambientalismo nos países do Norte surge com a rejeição do industrialismo e dos seus valores consumistas. Muito raramente incluem o problema da pobreza e, principalmente, a má distribuição de renda. 


Nesse sentido, parte considerável do ambientalismo dos anos 1960 e 1970, nos países industrializados, nasceu com a opulência das nações ricas.

DIEGUES, A. C. O mito da natureza intocada. São Paulo: Hucitec;

Nupaub-USP/CEC, 2008 (adaptado).



De acordo com a análise do texto, tanto nos países centrais quanto nos periféricos, os movimentos ambientalistas tiveram como origem o (a) 

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crescimento e aprofundamento de mecanismos de cooperação científica.

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ampliação e radicalização dos movimentos socialistas internacionais.

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polarização e cisão do modelo geopolítico de dominação.

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expansão e exaustão do padrão socioeconômico vigente.

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enfrentamento e resolução dos problemas fundiários.



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