Ciente de que, no campo da criação, as inovações tecnológicas abrem amplo leque
de possibilidades — ao permitir, e mesmo estimular, que o artista explore a fundo, em seu processo
criativo, questões como a aleatoriedade, o acaso, a não linearidade e a hipermídia — Leo Cunha
comenta que, no que tange ao campo da divulgação, as alternativas são ainda mais evidentes: “Afinal,
é imensa a capacidade de reprodução, multiplicação e compartilhamento das obras artísticas/culturais.
Ao mesmo tempo, ganham dimensão os dilemas envolvidos com a questão da autoria, dos direitos
autorais, da reprodução e intervenção não autorizadas, entre outras questões”. Já segundo a
professora Yacy-Ara Froner, o uso de ferramentas tecnológicas não pode ser visto como um fim em si
mesmo. Isso porque computadores, samplers, programas de
imersão, internet e intranet, vídeo, televisão, rádio, GPD etc. são apenas suportes com os quais os
artistas exercem sua imaginação. |
SILVA JR, M. G. Movidas pela dúvida. Minas faz Ciências, n. 52, dez-fev 2013 (adaptado)
Segundo
os autores citados no texto, a expansão de possibilidades no campo das manifestações artísticas
promovida pela internet pode pôr em risco o(a)