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Questão: 2211 / QT-181211
Ano: 2022
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia - Edital 2022
Disciplina: Português

O complexo de falar difícil


        O que importa realmente é que o(a) detentor(a) do notável saber jurídico saiba quando e como deve fazer uso desse português versão 2.0, até porque não tem necessidade de alguém entrar numa padaria de manhã com aquela cara de sono falando o seguinte: “Por obséquio, Vossa Senhoria teria a hipotética possibilidade de estabelecer com minha pessoa umarelação de compra e venda, mediante as imposições dos códigos Civil e do Consumidor, para que seja possível a obtenção de 10 pãezinhos em temperatura estável para que a relação pecuniária no valor de RS 5,00 seja plenamente legitima e capaz de saciarminha fome matinal?”.


        O problema é que temos uma cultura de valorizar quem demonstra ser inteligente ao invés de valorizar quem é. Pela nossa lógica, todo mundo que fala dificil tende a ser mais inteligente do que quem valoriza o simples, 99,9% das pessoas que estivessem na padaria iriam ficar boquiabertas se alguém fizesse uso das palavras que eu disse acima em plenas 7 da manhã em vez de dizer: “Bom dia! O senhor poderia me vender cinco reais de pão francês?”


    Agora entramos na parte interessante: o que realmente é falar dificil? Simplesmente fazer uso de palavras que a maioria nao faz ideia do que seja é um ato de falar difícil? Eu penso que não, mas é assim que muita gente age. Falar dificil é fazer uso do simples, mas com coerência e coesão, deixar tudo amarradinho gramaticalmente falando. Falar dificil pode fazer alguém parecer inteligente, mas não por muito tempo. É claro que em alguns momentos não temos como fugir do português rebuscado, do juridiquês propriamente dito, como no caso de documentos jurídicos, entre outros.
ARAÚJO, H. Disponível om: www.diariojurista.com Acesso em 20 nov. 2021 (adaptado)  
Nesso artigo de opinião, ao fazer uso de uma fala rebuscada no exemplo da compra do pão, o autor evidencia a importância de(a)

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se ter um notável saber jurídico.

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valorização da inteligência do falante,

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falar dificil para demonstrar Inteligência,

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coesão o da coerência em documentos Jurídicos

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adequação da linguagem à situação de comunicação


Questão: 2212 / QT-181212
Ano: 2022
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia - Edital 2022
Disciplina: Português
    A conquista da medalha de prata por Rayssa Leal, no skate street nos Jogos Olimpicos, é exemplo da  representatividade feminina no esporte, avalia a âncora do jornal da rede de televisão da CNN. A A apresentadora, que também anda de skate, celebrou a vitória da brasileira que entrou para a história como a atleta mais nova a subir num pódio defendendo o Brasil. “Essa representatividade do esporte nos Jogos faz pensarmos que não temos que ficar nos encaixando em nenhum lugar. Posso gostar de passar notícia e, mesmo assim, gostar de skate, subir montanha, mergulhar, andar de bike, fazer yoga. Temos  que parar de ficar enquadrando as pessoas dentro de regras. A gente vive num padrão no qual a menina ganha boneca, mas por que também não fazer um esporte de aventura? Por que o homem pode se machucar, cair de joelhos, e a menina tem que estar sempre lindinha dentro de um padrão? Acabamos limitando os talentos das pessoas”, afirmou a jornalista, sobre a prática do Skate por mulheres.
Disponível em: www.cnnbrasil.com.br. Acesso em: 31 out 2021 (adaptado)
O discurso da jornalista traz questionamentos sobre a relação da conquista da skatista com a

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conciliação do jornalismo com a prática do skate

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inserção das mulheres na modalidade skate street

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desconstrução da noção do skate como modalidade masculina. ”

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vanguarda de ser a atleta mais jovem a subir no pólo olímpico.

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conquista de medalha nos Jogos Olímpicos de Tóquio.


Questão: 2213 / QT-181213
Ano: 2022
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia - Edital 2022
Disciplina: Português
Assentamento
Zanza daqui Zanza pra acolá
Fim de feira, periferia afora
A cidade não mora mais em mim
Francisco, Serafim Vamos embora

Ver o capim Vero baobá
Vamos ver a campina quando flora
A piracema, rios contravim Binho, Bel, Bia, Quim
Vamos embora

Quando eu morrer Cansado de guerra Morro de bem Com a minha terra: Cana, caqui Inhame, abóbora Onde só vento se semeava outrora Amplidão, nação, sertão sem fim Ó Manuel, Miguilim Vamos embora BUARQUE, C. As cidades. Rio de Janeiro: RCA, 1998 (fragmento).
Nesse texto, predomina a função poética da linguagem. Entretanto, a função emotiva pode ser identificada no ver

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“Zanza pra acolá”.

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“Fim de feira, periferia afora”.

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“A cidade não mora mais em mim”.

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“Onde só vento se semeava outrora”.

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"O Manuel, Miguilim”.


Questão: 2214 / QT-181214
Ano: 2022
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia - Edital 2022
Disciplina: Português
Imagem associada para resolução da questão


A articulação entre os elementos verbais e os não verbais do texto tem como propósito desencadear a

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identificação de distinções entre mulheres e homens. 

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revisão de representações estereotipadas de gênero. 

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adoção de medidas preventivas de combate ao sexismo.

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ratificação de comportamentos masculinos.

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retomada de opiniões a respeito da diversidade dos papéis sociais.


Questão: 2215 / QT-181215
Ano: 2022
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro Dia - Edital 2022
Disciplina: Português
As línguas silenciadas do Brasil
    Para aprender a língua de seu povo, o professor Txaywa Pataxó, de 29 anos, precisou estudar os fatores que, por diversas vezes, quase provocaram a extinção da língua patxôhã. Mergulhou na história do Brasil e descobriu fatos violentos que dispersaram os pataxós, forçados a abandonar a própria língua para escapar da perseguição. “Os pataxós se espalharam, principalmente, depois do Fogo de 1951. Queimaram tudo e expulsaram a gente das nossas terras. Isso constrange o nosso povo até hoje”, conta Txaywa, estudante da Universidade Federal de Minas Gerais e professor na aldeia Barra Velha, região de Porto Seguro (BA). Mais de quatro décadas depois, membros da etnia retornaram ao antigo local e iniciaram um movimento de recuperação da língua patxôhã. Os filhos de Sameary Pataxó já são fluentes —  é ela, que se mudou quando já era adulta para a aldeia, tenta aprender um pouco com eles. “É a nossa identidade. Você diz quem você é por meio da sua língua”, afirma a professora de ensino fundamental sobre a importância de restaurar a lingua dos pataxós. O patxôhã está entre as linguas indígenas faladas no Brasil: o IBGE estimou 274 línguas no último censo. A publicação Povos indígenas no Brasil 2011/2016, do Instituto Socioambiental, calcula 160. Antes da chegada dos portugueses, elas totalizavam mais de mil.  Disponivel em: https://brasil.elpais.com Acesso em 11 jun. 2019 (adaptado)

O movimento de recuperação da lingua patxôhã assume um caráter identitário peculiar na medida em que

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denuncia o processo de perseguição histórica sofrida pelos povos indigenas.

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conjuga o ato de resistência étnica à preservação da memória cultural,

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associa a preservação linguística ao campo da pesquisa acadêmica. 

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estimula o retorno de povos indígenas a suas terras de origom,

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aumenta o número de línguas indígenas faladas no Brasil,



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