Maio foi colorido de amarelo, e o foi porque
mundialmente amarelo é a cor convencionada para as
advertências. No trânsito, essas advertências
têm sido
fatais. A estimativa, caso nada seja feito, é a de que se
atinjam assustadoras 2,4 milhões de
mortes no trânsito
em 2030 em todo o mundo.
A pressa
constante, o sentimento de invencibilidade,
a certeza de invulnerabilidade, a necessidade de poder,
a
falta de civilidade, a certeza de impunidade, a ausência
de solidariedade, a inexistência de compaixão e
o
desrespeito por si próprio são circunstâncias reais que,
não raro, concorrem para o comportamento
violento no
trânsito.
O Maio Amarelo, que preconiza a atenção pela
vida,
é uma das iniciativas nesse sentido. E é precisamente
a atenção pela vida que está esquecida.
Essa atenção,
por certo, requer menos pressa, mais civilidade,
limites assegurados, consciência de
vulnerabilidade,
solidariedade, compaixão e respeito por si e pelo outro.
Reafirmar e praticar esses
princípios e valores talvez seja
um caminho mais seguro e menos violento, que garanta
a vida e não
celebre a morte.
Disponível em: http://portaldotransito.com.br. Acesso em: 11 dez. 2018
(adaptado).
Considerando os procedimentos argumentativos
utilizados, infere-se
que o objetivo desse texto é