O sucesso das redes sociais é fruto da combinação
inteligente da
capacidade de interagir dentro de uma
mesma página da internet e do uso de sistemas de
avaliação.
Existem duas dinâmicas psicossociais
legitimando tais recursos de avaliação. Na primeira,
alguém produz
conteúdo e é recompensado com essas
reações. Já na segunda dinâmica, a produção de
conteúdo
serve de balão de ensaio para a vida off-line.
Prazer e aprendizado são,
portanto, as duas
promessas originais das redes sociais (anteriores à
monetização), nas quais os
algoritmos de recomendação
prometem reduzir o tempo e a energia para encontrar
aquilo que interessa
a cada um, no mar de opções
disponibilizadas, levando a situação a outro patamar,
pela exposição
reiterada dos usuários aos conteúdos que
agravam sua ansiedade.
Assim,
por exemplo, pessoas que estão insatisfeitas
com o seu corpo fazem buscas que refletem esse
desconforto, procurando postagens relacionadas a essa
temática. O algoritmo, então, passa a
recomendar cada
vez mais conteúdos nessa linha e, o que é pior, a convergir
para os mais extremos, já
que estes tendem a fixar mais
a atenção. Em pouco tempo, o usuário “desconfortável”
está sendo
bombardeado por vídeos que elevam em
muito o seu pessimismo e que muitas vezes servem de
caminho à anorexia, à bulimia e à depressão.
DIAS, A. M. Disponível em:
www.uol.com.br. Acesso em: 5 nov. 2021 (adaptado).
As sociedades têm
evoluído concomitantemente ao
desenvolvimento de tecnologias que buscam, cada vez
mais,
automatizar a gestão das informações. No texto, uma
consequência negativa desse processo é o fato
de ele