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Questão: 2836 / QT-181836
Ano: 2023
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo - PPL
Disciplina: Português
     É vantajoso que as crianças possam entender o funcionamento por trás da tecnologia que está presente em diversos aspectos da vida cotidiana, aproveitando a curiosidade infantil como impulso inicial. A computação ajuda a desenvolver o raciocínio, a melhorar a comunicação e a trabalhar a capacidade de resolver problemas. Os computadores executam tarefas por meio de comandos dados em uma programação. Essa, por sua vez, é feita com linguagens próprias, que funcionam como uma espécie de “idioma”, por meio do qual o programador se comunica com as máquinas.

        Porém, mais do que dominar essas linguagens, o programador precisa empregar a lógica computacional. O programador precisa expressar em seu código as condições e seus efeitos, como “se acontecer A, faça B, a não ser que haja X, então faça C”. A escrita de um algoritmo é repleta de condições interconectadas, do tipo “se”, “então”, “senão”, “ou”, “até que”, “enquanto” etc. Por isso, para programar, é necessário compreender esse tipo de raciocínio. Para as crianças, isso é tarefa fácil; afinal elas têm uma capacidade incrível de assimilar informações novas.

Disponível em: https://catracalivre.com.br. Acesso em: 25 nov. 2021.


Esse texto promove uma reflexão sobre o ensino de programação na infância. A defesa da proposta está ancorada na caracterização da programação com base na sua

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conexão com aspectos lúdicos da infância.

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autonomia em relação ao raciocínio lógico.

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presença crescente no dia a dia das pessoas.

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similaridade com o funcionamento das línguas.

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capacidade de inovação na resolução de tarefas.


Questão: 2837 / QT-181837
Ano: 2023
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo - PPL
Disciplina: Português
       Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará, é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinquenta, nem vinte, e quando muito, dez. Dez? Talvez cinco. Trata-se, na verdade, de uma obra difusa, na qual eu, Brás Cubas, se adotei a forma livre de um Sterne, ou de um Xavier de Maistre, não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado. Escrevia-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá sair desse conúbio. Acresce que a gente grave achará no livro umas aparências de puro romance, ao passo que a gente frívola não achará nele o seu romance usual; ei-lo aí fica privado da estima dos graves e do amor dos frívolos, que são as duas colunas máximas da opinião.

ASSIS, M. Memórias póstumas de Brás Cubas. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 8 ago. 2015.


No fragmento transcrito da dedicatória “Ao leitor”, em Memórias póstumas de Brás Cubas, o autor serve-se da figura do narrador-defunto para

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desqualificar o gênero romance, forma literária à qual Machado de Assis pouco se dedicou.

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ressaltar a inverossimilhança dos fatos narrados, confrontados com a realidade da burguesia carioca do século XIX.

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criticar a sociedade burguesa brasileira da época, valendo-se do uso da terceira pessoa e do ponto de vista distanciado.

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sobrepor a “tinta da melancolia” ao aspecto humorístico, de modo a valorizar o tom sóbrio e a temática realista típicos do romance burguês brasileiro.

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fazer intromissões na narrativa, introduzindo pausas no relato durante as quais estabelece com o leitor um diálogo de tom sarcástico e provocativo.


Questão: 2838 / QT-181838
Ano: 2023
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo - PPL
Disciplina: Português
      A solidão nas cidades grandes é muito mais um sinal da precariedade do sentido da comunidade e da convivência, é mais um problema sociocultural do que de escolha individual.
     Certamente ela reflete a impossibilidade de retornar às florestas, como um dia fez Henry Thoreau. As florestas estão em extinção, assim como, curiosamente, a ideia de humanidade. Resta fugir para a moderna caverna na selva de pedra — sem querer reeditar lugares-comuns — que é a casa de cada um.
       A solidão é, assim, a categoria política que expressa a nostalgia de uma vivência de si mesmo. Ela é, por isso, a tentativa de preservar a subjetividade e a intimidade consigo mesmo que não tem lugar no contexto de relações sociais transformadas em mercadorias baratas.
     A sociedade da antipolítica precisa tratar a solidão como uma pena e um mal-estar quando não consegue olhar para a miséria da vez: o fetiche da hiperconectividade, que ilude que não somos sozinhos.

TIBURI, M. Disponível em: http://revistacult.uol.com.br. Acesso em: 7 out. 2011.


Marcia Tiburi trata de um tema relevante para a sociedade moderna: a convivência interpessoal e a hiperconectividade vivenciada no ciberespaço. O texto classifica-se, quanto ao gênero textual, como artigo de opinião, porque

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busca resolver a causa da perda de sentido ocorrida na convivência interpessoal.

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procura definir a solidão como uma epidemia que está além das doenças humanas.

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tenta explicar o comportamento do homem contemporâneo tendo como padrão o homem das cavernas. 

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objetiva expressar o ponto de vista de que o mal-estar provocado na sociedade decorre da hiperconectividade.

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procura discutir os desejos dos antipolíticos que destroem a intimidade na tentativa de preservar a subjetividade.


Questão: 2839 / QT-181839
Ano: 2023
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo - PPL
Disciplina: Português
    O Esporte Adaptado ou Paradesporto é compreendido como prática que oportuniza às pessoas com deficiência (PcD) o alcance de novos horizontes e perspectivas de vida por meio de vivências motoras, psicológicas e sociais diversificadas. Esse tipo de atividade consiste na possibilidade de prática esportiva para PcD com modificações relacionadas às regras da modalidade ou à maneira como a modalidade se desenvolve. Adicionalmente, o esporte para PcD é geralmente dividido por grupos de deficiência específicos nos quais cada grupo tem história distinta, organização, programa de competição e abordagem diferentes. Registram-se atualmente movimentos esportivos específicos para pessoas surdas, para deficientes físicos, deficientes visuais e para pessoas com deficiência intelectual. Uma grande variedade de modalidades esportivas foram adaptadas para serem praticadas por pessoas com diferentes deficiências, assim como outras modalidades foram criadas exclusivamente para PcD.

SIMIM, M. A. M. et al. O estado da arte das pesquisas em esportes coletivos para pessoas com deficiência: uma revisão sistemática. Arquivos de Ciências do Esporte, n. 1, 2018 (adaptado).


De acordo com esse texto, as práticas esportivas para PcD são caracterizadas por

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terem regras flexíveis em função do desempenho dos atletas em cada modalidade.

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ampliarem perspectivas de vida ao considerarem o desenvolvimento integral das pessoas.

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estarem voltadas para o estímulo à competitividade dos atletas com deficiência.

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buscarem a adesão do público para garantir apoio financeiro às competições.

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serem organizadas sem distinção para grupos de diferentes deficiências. 


Questão: 2840 / QT-181840
Ano: 2023
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo - PPL
Disciplina: Português
Leão do Norte


Sou o coração do folclore nordestino Eu sou Mateus e Bastião do boi-bumbá Sou o boneco do Mestre Vitalino Dançando uma ciranda em Itamaracá Eu sou um verso de Carlos Pena Filho Num frevo de Capiba Ao som da Orquestra Armorial Sou Capibaribe Num livro de João Cabral Sou mamulengo de São Bento do Una Vindo no baque solto de maracatu Eu sou um auto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta Levando a Flor da Lira Pra Nova Jerusalém Sou Luiz Gonzaga E eu sou mangue também

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte

LENINE; PINHEIRO, P. C. Leão do Norte. In: LENINE. Olho de peixe. São Paulo, 1993 (fragmento).


A letra da canção expressa a diversidade de danças, sendo uma delas demonstrada no trecho:


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“Eu sou mameluco, sou de Casa Forte”.

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“Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte”.

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“Sou Luiz Gonzaga / E eu sou mangue também”.

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“Eu sou um auto de Ariano Suassuna / No meio da Feira de Caruaru”.

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“Eu sou Mateus e Bastião do boi-bumbá / Sou o boneco do Mestre Vitalino”.



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