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Exibindo: Página 583 de 1.285

Questão: 2911 / QT-181911
Ano: 2023
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo - PPL
Disciplina: Sociologia
         Ana Maria [entrevistadora]: Vida de empreguete é tão dura assim como vocês retratam no clipe?
         Penha [empregada]: Olha, Ana, difícil mesmo é aturar cara de patroa ignorante que não sabe pedir as coisas com educação.
      Sonia [patroa]: Ana, eu acho que nós estamos vivendo uma inversão total de valores, entende? Não somos nós que precisamos das empregadas. Elas é que precisam do emprego, precisam do dinheiro que nós pagamos.
       Cida [empregada]: Até parece, dona Sonia, a senhora precisa de mim até pra pegar água!
        Sonia: Eu sou de um tempo em que os serviçais sabiam o seu lugar!
      Cida: Eu esqueci que a senhora pegou a época da escravidão! Ana Maria: Gente, eu só quis promover aqui uma confraternização...
       Chayenne [patroa]: Ana, pare tudo, porque agora eu quero falar! Eu sou uma patroa que dou de tudo: eu dou comida, eu dou quartinho, eu dou sabão de coco pra elas se lavarem, eu dou papel higiênico, eu dou copo, prato, talher, tudo separado, sem descontar o salário!
      Penha: Agora, pra tirar férias, como manda a lei, é um sacrifício! E ela viaja e quer que eu fique carregando a mala dela. Eu não sou carregadora de mala, não!


MACEDO, R. M. Espelho mágico: produção e recepção de imagens de empregadas domésticas em uma telenovela brasileira. Cadernos Pagu, n. 48, 2016.


O diálogo, extraído de uma telenovela brasileira exibida em 2012, traduz o pensamento de uma sociedade caracterizada pela presença de

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símbolos da expansão de bens culturais.

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avanços do número de contratos formais.

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elementos do sistema do cativeiro colonial.

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progressos da venda de produtos midiáticos.

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signos da modernização de relações laborais.


Questão: 2912 / QT-181912
Ano: 2023
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo - PPL
Disciplina: Antropologia
Há pouco mais de um ano, o chefe de polícia do Estado do Rio de Janeiro, Dr. Alfredo Madureira, em pleno exercício de suas atribuições, entendeu tomar energéticas providências contra o curandeiro Breves, e depois de sucessivas queixas que recebera relativamente às curas praticadas pelo milagroso esculápio, concluiu as suas diligências policiais com a prisão de Breves. Essa prisão, porém, e as medidas tomadas contra a exploração da boa-fé de muita gente infeliz tiveram de cessar, porque apareceram os advogados do curandeiro Breves, em nome da liberdade de profissão, e em nome da arte sobrenatural de cura com benzeduras e raminhos de alecrim. E assim, findaram as perseguições ao benemérito esculápio que, de fronte erguida, continuou a sua carreira de triunfo, interrompida por um curto espaço de tempo.


Autoridade e curandeirismo. Gazeta de Notícias, 18 out. 1896.


No texto, os dois pontos de vista apresentados pela polícia e pelos advogados sobre as práticas populares de cura se distanciam por apresentarem

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visões díspares sobre o mesmo tipo de ofício.

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discursos laudatórios sobre a mesma ordem vigente.

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regras sanitárias sobre a mesma atividade terapêutica.

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registros certificados sobre o mesmo exercício médico.

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regulamentos eugênicos sobre o mesmo fenômeno da cultura.


Questão: 2913 / QT-181913
Ano: 2023
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo - PPL
Disciplina: História

TEXTO I


Aquarela do Brasil


Brasil!

Meu Brasil brasileiro

Meu mulato inzoneiro

Vou cantar-te nos meus versos

O Brasil, samba que dá

Bamboleio, que faz gingar

O Brasil, do meu amor

Terra de Nosso Senhor

Brasil! Pra mim! Pra mim, pra mim



BARROSO, A. Rio de Janeiro: Odeon, 1939 (fragmento).




TEXTO II



Menestrel das Alagoas


Quem é esse que conhece

Alagoas e Gerais

E fala a língua do povo

Como ninguém fala mais?

Quem é esse?

De quem é essa ira santa

Essa saúde civil

Que tocando a ferida

Redescobre o Brasil?

Quem é esse peregrino

Que caminha sem parar

Quem é esse meu poeta

Que ninguém pode calar?



NASCIMENTO, M.; BRANT, F. Milton Nascimento ao vivo.

São Paulo: Barclay, 1983 (fragmento).



Os trechos pertencem a canções que se tornaram emblemáticas, respectivamente, dos seguintes fatos históricos:

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O desenvolvimento econômico dos anos JK e a crise inflacionária da Nova República.

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A expansão do PIB no milagre econômico e o confisco financeiro do início dos anos 1990.

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A euforia social da Era Vargas e a mobilização em torno da campanha pelas Diretas Já. 

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O alinhamento ao Ocidente na Guerra Fria e as reformas liberalizantes do fim do século XX.

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A consolidação da política dos governadores e a luta armada contra o Regime Militar.


Questão: 2914 / QT-181914
Ano: 2023
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo - PPL
Disciplina: Sociologia

As propostas dele não devem ser levadas a sério, pois foi visto bêbado num restaurante.


GALINDO, R. 20 falácias (e as eleições). Disponível em: www.gazetadopovo.com.br.

Acesso em: 17 out. 2021 (adaptado).



A afirmação, eficaz como mecanismo de persuasão de eleitores em contextos políticos, constitui-se como uma falácia porque


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recorre à circularidade e afirma as suas teses.

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ataca a pessoa e desconsidera as suas ideias.

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aceita a conclusão e refuta as suas premissas.

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evoca a maioria e apresenta os seus argumentos.

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apela à autoridade e investiga os seus fundamentos.


Questão: 2915 / QT-181915
Ano: 2023
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo - PPL
Disciplina: Antropologia
Na medida em que as pesquisas dos africanistas avançaram, muitos mitos caíram por terra. Está mais do que provada a existência de documentação e vestígios arqueológicos dos mais variados, além da importância da oralidade na recuperação da memória dos reinos, das linhagens, dos fundadores das nações africanas. Com efeito, aquelas foram sociedades eminentemente orais, nas quais os dados históricos ocupam uma posição muito mais importante do que consideramos em nossa própria cultura e sociedade.


MACEDO, J. R. Antigas civilizações africanas: historiografia e evidências documentais. In: MACEDO, J. R. (Org.). Desvendando a história da África. Porto Alegre: UFRGS, 2008 (adaptado).


Com vista ao conhecimento da história das civilizações africanas, o texto corrobora a importância de

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doutrinas da tradição bíblica. 

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diários dos viajantes europeus.

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registros da comunicação verbal.

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narrativas das missões jesuíticas.

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manuscritos dos povos muçulmanos.



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