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Exibindo: Página 716 de 1.285

Questão: 3576 / QT-182576
Ano: 2013
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia
Disciplina: Português

Jogar limpo

      Argumentar não é ganhar uma discussão a qualquer preço. Convencer alguém de algo é, antes de  tudo, uma alternativa à pratica de ganhar uma questão no grito ou na violência física — ou não física. Não física, dois pontos. Um político que mente descaradamente pode cativar eleitores. Uma publicidade que joga baixo pode constranger multidões a consumir um produto danoso ao ambiente. Há manipulações psicológicas não só na religião. E é comum pessoas agirem emocionalmente, porque vitimas de ardilosa - e cangoteira — sedução. Embora a eficácia a todo preço não seja argumentar, tampouco se trata de admitir só verdades científicas — formar opinião apenas depois de ver a demonstração e as evidências, como a ciência faz. Argumentar é matéria da vida cotidiana, uma forma de retórica, mas é um raciocínio que tenta convencer sem se tornar mero cálculo manipulativo, e pode ser rigoroso sem ser científico.

Língua Portuguesa. São Paulo, ano 5, n. 66, abr. 2011 (adaptado).

No fragmento, opta-se por uma construção lingüistica bastante diferente em relação aos padrões normalmente empregados na escrita. Trata-se da frase “Não física, dois pontos". Nesse contexto, a escolha por se representar por extenso o sinal de pontuação que deveria ser utilizado

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enfatiza a metáfora de que o autor se vaie para desenvolver seu ponto de vista sobre a arte de argumentar.

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diz respeito a um recurso de metalinguagem, evidenciando as relações e as estruturas presentes no enunciado.

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é um recurso estilístico que promove satisfatoriamente a sequenciação de ideias, introduzindo apostos exemplificativos.

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ilustra a flexibilidade na estruturação do gênero textual, a qual se concretiza no emprego da linguagem conotativa.

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prejudica a seqüência do texto, provocando estranheza no leitor ao não desenvolver explicitamente o raciocínio a partir de argumentos.


Questão: 3577 / QT-182577
Ano: 2013
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia
Disciplina: Português

               A diva

Vamos ao teatro, Maria José?
Quem me dera,
desmanchei em rosca quinze kilos de farinha,
tou podre. Outro dia a gente vamos.
Falou meio triste, culpada,
e um pouco alegre por recusar com orgulho.
TEATRO! Disse no espelho.
TEATRO! Mais alto, desgrenhada.
TEATRO! E os cacos voaram
sem nenhum aplauso.
Perfeita.


PRADO. A. Oráculos de maio. São Paulo: Siciliano. 1999.
Os diferentes gêneros textuais desempenham funções sociais diversas, reconhecidas pelo leitor com base em suas características especificas, bem como na situação comunicativa em que ele é produzido. Assim, o texto A diva

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narra um fato real vivido por Maria José.

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surpreende o leitor pelo seu efeito poético.

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relata uma experiência teatral profissional.

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descreve uma ação típica de uma mulher sonhadora.

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defende um ponto de vista relativo ao exercício teatral.


Questão: 3578 / QT-182578
Ano: 2013
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia
Disciplina: Português

       Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécuia e nasceu a vida. Mas antes da pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas sei que o universo jamais começou.
        [...]
       Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré- pré-bistória já havia os monstros apocalípticos? Se esta pistória não existe, passará a existir. Pensar é um ato. Sentir é um fato. Os dois juntos — sou eu que escrevo o que estou escrevendo. [...] Felicidade? Nunca vi pafávra mais doida, inventada peias nordestinas que andam por aí aos montes.
       Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado de uma visão gradual — há dois anos e meio venho aos poucos descobrindo os porquês. É visão da iminência de. De quê? Quem sabe se mais tarde saberei. Como que estou escrevendo na hora mesma em que sou lido. Só não inicio pelo fim que justificaria o começo — como a morte parece dizer sobre a vida — porque preciso registrar os fatos antecedentes.

USPECTOR. C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998 (fragmento).

observa os acontecimentos que narra sob uma ótica distante, sendo indiferente aos fatos e às personagens.

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relata a história sem ter tido a preocupação de investigar os motivos que levaram aos eventos que a compõem.

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revela-se um sujeito que reflete sobre questões existenciais e sobre a construção do discurso.

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admite a dificuldade de escrever uma história em razão da complexidade para escolher as palavras exatas.

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propõe-se a discutir questões de natureza filosófica e metafísica, incomuns na narrativa de ficção.


Questão: 3579 / QT-182579
Ano: 2013
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia
Disciplina: Português

TEXTO I
É evidente que a vitamina D é importante — mas como obtê-la? Realmente, a vitamina D pode ser produzida naturalmente pela exposição à luz do sol. mas e)a também existe em alguns alimentos comuns. Entretanto, como fonte dessa vitamina, certos alimentos são melhores do que outros. Alguns possuem uma quantidade significativa de vitamina D, naturalmente, e são alimentos que talvez você não queira exagerar: manteiga, nata, gema de ovo e fígado.

Disponível em: http://saude.hsw.uol.coin.br,
Acesso em: 31 jul. 2012


TEXTO II
Todos nós sabemos que a vitamina D (colecalctferol) é crucial para sua saúde. Mas a vitamina D é realmente uma vitamina? Está presente nas comidas que os humanos normalmente consomem? Embora exista em algum percentual na gordura do peixe, a vitamina D não está em nossas dietas, a não ser que os humanos artificialmente incrementem um produto alimentar, como o leite enriquecido com vitamina D. A natureza planejou que você a produzisse em sua pele, e não a colocasse direto em sua boca.
Então, seria a vitamina D realmente uma vitamina?

Disponível em: www.umaoutravisao.cofn.br,
Acesso em: 31 jul. 2012.
Frequentemente circulam na mídia textos de divulgação científica que apresentam informações divergentes sobre um mesmo tema. Comparando os dois textos, constata-se que o Texto II contrapõe-se ao I quando

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comprova cientificamente que a vitamina D não è uma vitamina

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demonstra a verdadeira importância da vitamina D para a saúde.

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enfatiza que a vitamina D é mais comumente produzida pelo corpo que absorvida por meio de alimentos.

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afirma que a vitamina D existe na gordura dos peixes e no leite, não em seus derivados.

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levanta a possibilidade de o corpo humano produzir artificialmente a vitamina D.


Questão: 3580 / QT-182580
Ano: 2013
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia
Disciplina: Português

O bit na galáxia de Gutenberg

Neste século, a escrita divide terreno com diversos meios de comunicação. Essa questão nos faz pensar na necessidade- da “ imbricação, na coexistência e interpretação recíproca dos diversos circuitos de produção e difusão do saber...".

É necessário relatívízar nossa postura frente às modernas tecnologias, principalmente à informática. Ela é um campo novidativo, sem dúvida, mas suas bases estão nos modelos informativos anteriores, inclusive, na tradição oral e na capacidade natural de simular mentalmente os acontecimentos do mundo e antecipar as conseqüências de nossos atos. A impressão é a matriz que deflagrou todo esse processo comunicacional eletrônico. Enfatizo, assim, o parentesco que há entre o computador e os outros meios de comunicação, principalmente a escrita, uma visão da informática como um "desdobramento daquilo que a produção literária impressa e, anteriormente, a tradição oral já traziam consigo” .

NEITZEL, L C.
Disponível em; www geocities.com.
Acesso em: 1 ago 2012 (adaptado)
Ao tecer considerações sobre as tecnologias da contemporaneidade e os meios de comunicação do passado, esse texto concebe que a escrita contribui para uma evolução das novas tecnologias por

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se desenvolver paralelamente nos meios tradicionais de comunicação e informação.

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cumprir função essencial na contemporaneidade por meio das impressões em papel.

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realizar transição relevante da tradição oral para o progresso das sociedades humanas.

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oferecer melhoria sistemática do padrão de vida e do desenvolvimento social humano.

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fornecer base essencial para o progresso das tecnologias de comunicação e informação.



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