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Total de Questões Encontradas: 6.422 de 252.126
Exibindo: Página 826 de 1.285

Questão: 4126 / QT-183126
Ano: 2016
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia
Disciplina: Português

Imagem associada para resolução 
da questão

Nesse texto, a combinação de elementos verbais e não verbais configura-se como estratégia argumentativa para

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manifestar a preocupação do governo com a segurança dos pedestres.

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associar a utilização do celular às ocorrências de atropelamento de crianças.

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orientar pedestres e motoristas quanto à utilização responsável do telefone móvel.

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influenciar o comportamento de motoristas em relação ao uso de celular no trânsito.

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alertar a população para os riscos da falta de atenção no trânsito das grandes cidades.


Questão: 4127 / QT-183127
Ano: 2016
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia
Disciplina: Português

                              Pérolas absolutas

      Há, no seio de uma ostra, um movimento — ainda que imperceptível. Qualquer coisa imiscuiu-se pela fissura, uma partícula qualquer, diminuta e invisível. Venceu as paredes lacradas, que se fecham como a boca que tem medo de deixar escapar um segredo. Venceu. E agora penetra o núcleo da ostra, contaminando-lhe a própria substância. A ostra reage, imediatamente. E começa a secretar o nácar. É um mecanismo de defesa, uma tentativa de purificação contra a partícula invasora. Com uma paciência de fundo de mar, a ostra profanada continua seu trabalho incansável, secretando por anos a fio o nácar que aos poucos se vai solidificando. É dessa solidificação que nascem as pérolas.

      As pérolas são, assim, o resultado de uma contaminação. A arte por vezes também. A arte é quase sempre a transformação da dor. [...] Escrever é preciso. É preciso continuar secretando o nácar, formar a pérola que talvez seja imperfeita, que talvez jamais seja encontrada e viva para sempre encerrada no fundo do mar. Talvez estas, as pérolas esquecidas, jamais achadas, as pérolas intocadas e por isso absolutas em si mesmas, guardem em si uma parcela faiscante da eternidade.

                     SEIXAS, H. Uma ilha chamada livro. Rio de Janeiro: Record, 2009 (fragmento). 

Considerando os aspectos estéticos e semânticos presentes no texto, a imagem da pérola configura uma percepção que

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reforça o valor do sofrimento e do esquecimento para o processo criativo.

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ilustra o conflito entre a procura do novo e a rejeição ao elemento exótico.

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concebe a criação literária como trabalho progressivo e de autoconhecimento.

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expressa a ideia de atividade poética como experiência anônima e involuntária.

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destaca o efeito introspectivo gerado pelo contato com o inusitado e com o desconhecido.


Questão: 4128 / QT-183128
Ano: 2016
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia
Disciplina: Português

Querido diário

Hoje topei com alguns conhecidos meus

Me dão bom-dia, cheios de carinho

Dizem para eu ter muita luz, ficar com Deus

Eles têm pena de eu viver sozinho [...]

Hoje o inimigo veio me espreitar

Armou tocaia lá na curva do rio

Trouxe um porrete a mó de me quebrar

Mas eu não quebro porque sou macio, viu

HOLANDA, C. B. Chico. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2013 (fragmento).

Uma característica do gênero diário que aparece na letra da canção de Chico Buarque é o(a)

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diálogo com interlocutores próximos.

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recorrência de verbos no infinitivo.

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predominância de tom poético.

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uso de rimas na composição.

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narrativa autorreflexiva.


Questão: 4129 / QT-183129
Ano: 2016
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia
Disciplina: Português

                              Galinha cega

      O dono correu atrás de sua branquinha, agarrou-a, lhe examinou os olhos. Estavam direitinhos, graças a Deus, e muito pretos. Soltou-a no terreiro e lhe atirou mais milho. A galinha continuou a bicar o chão desorientada. Atirou ainda mais, com paciência, até que ela se fartasse. Mas não conseguiu com o gasto de milho, de que as outras se aproveitaram, atinar com a origem daquela desorientação. Que é que seria aquilo, meu Deus do céu? Se fosse efeito de uma pedrada na cabeça e se soubesse quem havia mandado a pedra, algum moleque da vizinhança, aí... Nem por sombra imaginou que era a cegueira irremediável que principiava.

      Também a galinha, coitada, não compreendia nada, absolutamente nada daquilo. Por que não vinham mais os dias luminosos em que procurava a sombra das pitangueiras? Sentia ainda o calor do sol, mas tudo quase sempre tão escuro. Quase que já não sabia onde é que estava a luz, onde é que estava a sombra.

                 GUIMARAENS, J. A. Contos e novelas. Rio de Janeiro: Imago, 1976 (fragmento)

Ao apresentar uma cena em que um menino atira milho às galinhas e observa com atenção uma delas, o narrador explora um recurso que conduz a uma expressividade fundamentada na

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captura de elementos da vida rural, de feições peculiares.

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caracterização de um quintal de sítio, espaço de descobertas.

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confusão intencional da marcação do tempo, centrado na infância.

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apropriação de diferentes pontos de vista, incorporados afetivamente.

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fragmentação do conflito gerador, distendido como apoio à emotividade.


Questão: 4130 / QT-183130
Ano: 2016
Banca: INEP
Órgão: ENEM
Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio - Primeiro e Segundo Dia
Disciplina: Português

Sem acessórios nem som

Escrever só para me livrar

de escrever.

Escrever sem ver, com riscos

sentindo falta dos acompanhamentos

com as mesmas lesmas

e figuras sem força de expressão.

Mas tudo desafina:

o pensamento pesa

tanto quanto o corpo

enquanto corto os conectivos

corto as palavras rentes

com tesoura de jardim

cega e bruta

com facão de mato.

Mas a marca deste corte

tem que ficar

nas palavras que sobraram.

Qualquer coisa do que desapareceu

continuou nas margens, nos talos

no atalho aberto a talhe de foice

no caminho de rato.

FREITAS FILHO, A. Máquina de escrever: poesia reunida e revista. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003.

Nesse texto, a reflexão sobre o processo criativo aponta para uma concepção de atividade poética que põe em evidência o(a)

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angustiante necessidade de produção, presente em “Escrever só para me livrar/ de escrever”.

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imprevisível percurso da composição, presente em “no atalho aberto a talhe de foice/ no caminho de rato”.

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agressivo trabalho de supressão, presente em “corto as palavras rentes/ com tesoura dejardim/ cega e bruta”.

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inevitável frustração diante do poema, presente em “Mas tudo desafina:/ o pensamento pesa/ tanto quanto o corpo”.

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conflituosa relação com a inspiração, presente em “sentindo falta dos acompanhamentos/ e figuras sem força de expressão”.



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