Grupo transforma pele humana em neurônios
Um grupo de pesquisadores dos EUA
conseguiu alterar células extraídas da pele de uma mulher de 82 anos sofrendo de uma doença
nervosa degenerativa e conseguiu transformá-las em células capazes de se transformarem
virtualmente em qualquer tipo de órgão do corpo. Em outras palavras, ganharam os poderes das
células-tronco pluripotentes, normalmente obtidas a partir da destruição de embriões.
O método usado na pesquisa, descrita hoje na revista Science, existe desde o ano passado, quando um grupo
liderado pelo japonês Shinya Yamanaka criou as chamadas iPS (células-tronco de pluripotência induzida).
O novo estudo, porém, mostra pela primeira vez que é possível aplicá-lo a células de pessoas doentes,
portadoras de esclerose lateral amiotrófica (ELA), mal que destrói o sistema nervoso
progressivamente.
“Pela primeira vez, seremos capazes de
observar células com ELA ao microscópio e ver como elas morrem”, disse Valerie Estess, diretora do
Projeto ALS (ELA, em inglês), que financiou parte da pesquisa. Observar em detalhes a degeneração
pode sugerir novos métodos para tratar a ELA.
KOLNERKEVIC, I. Folha de S. Paulo. 1 ago. 2008 (adaptado)