TEXTO
I
Embora eles, artistas modernos, se deem como novos precursores
duma arte a ir, nada é mais velho que a arte
anormal. De há muitos já que a estudam os psiquiatras
em seus tratados, documentando-se nos inúmeros desenhos
que ornam as paredes internas dos
manicômios. Essas considerações são provocadas pela exposição da Sra. Malfatti.
Sejam sinceros:
futurismo, cubismo, impressionismo e tutti quanti não
passam de outros tantos ramos da arte caricatural.
LOBATO, M. Paranoia ou mistificação: a
propósito da exposição de Anita Malfatti. O Estado de São
Paulo, 20 dez.1917 (adaptado).
TEXTO II
Anita Malfatti, possuidora de uma alta consciência
do que faz, a vibrante artista não temeu levantar com os seus
cinquenta trabalhos as mais irritadas
opiniões e as mais contrariantes hostilidades. As suas telas chocam o preconceito
fotográfico que
geralmente se leva no espírito para as nossas exposições de pintura. Na arte, a realidade na ilusão é
o
que todos procuram. E os naturalistas mais perfeitos são os que melhor conseguem iludir.
ANDRADE, O. A exposição Anita Malfatti. Jornal do
Commercio, 11 jan. 1918 (adaptado).
TEXTO III

MALFATTI, A. O
homem amarelo, 1915-1916. Óleo sobre tela, 61 x 51 cm. Disponível em:
www.estadao.com.br. Acesso em: 28 fev. 2013
A análise dos
documentos apresentados demonstra que o cenário artístico brasileiro no primeiro quartel do século XX
era caracterizado pelo(a)