Revolução digital cria a era do leitor-sujeito
Foi-se uma vez um leitor. Com a revolução digital,
quem lê passa a ter
voz no processo de leitura. “Até outro
dia, as críticas literárias eram exclusividade de um grupo
fechado,
assim como em tantas outras áreas. Agora,
temos grupos que conversam, trocam, se manifestam
em
tempo real, recomendam ou desaprovam, trocam ideias
com os autores, participam ativamente da
construção de
obras literárias coletivas. Isso é um jeito novo de pensar a
escrita, de construir memória e
o próprio conhecimento”,
analisa uma professora de comunicação da PUC-MG.
A secretária Fabiana Araújo, 32, é uma “leitora-sujeito”,
como Daniela chama esses
novos atores do universo da
leitura. Leitora assídua desde o final da adolescência,
quando foi seduzida
pela série Harry Potter, só neste ano
já leu mais de 30
títulos. Suas leituras não costumam
terminar quando fecha um livro. Fabiana escreve resenhas
de títulos
como Estilhaça-me, romance fantástico na linha
de Crepúsculo, publicadas em um blog com o qual foi
convidada a colaborar. “Escrever sobre um livro é uma
forma de
relê-lo. E conversar, pessoal ou virtualmente,
com outros leitores também”, defende.
FANTINI, D. Jornal
Pampulha, n. 1138, maio 2012 (adaptado).
As sequências textuais “Até outro dia” e “agora”
auxiliam
a progressão temática do texto, pois delimitam