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Total de Questões Encontradas: 1.511 de 252.126
Exibindo: Página 151 de 303

Questão: 751 / QT-74934
Ano: 2024
Banca: Instituto Consulplan
Órgão: Prefeitura de Pouso Alegre - MG
Cargo: Professor PIII - Filosofia
Disciplina: Filosofia

Estamos tão acostumados ao “copiar e colar” do computador que nem nos damos mais conta de que determinadas obras de arte podiam ser únicas; a própria ideia de algo único desaparece quando tudo pode ser reproduzido infinitamente. Em quantas redes sociais você pode publicar as selfies que produz? Inúmeras, não é mesmo? Além delas, você pode postar suas fotos em blogs e sites, pode mandá-las por e-mail ou por aplicativos de mensagens instantâneas e, em pouquíssimo tempo, elas estarão em diversos lugares. Mas qual delas é a original? O fato de serem cópias idênticas impede que possamos eleger alguma como “original”.

(VALENTE, 1993.)


Pensadores alemães de origem judaica e inspiração marxista e da psicanálise juntaram-se para fundar o instituto de pesquisa que deu origem à Escola de Frankfurt. Dentre eles estão Theodor Adorno e Walter Benjamin, dentre outros. Esses dois filósofos especificamente:

-

Preconizavam a volta às autênticas obras de arte como forma de resgatar a verdadeira arte, inequívoca e exclusiva.  

-

Consideravam um retrocesso para a humanidade a experiência do cinema e das cópias fotográficas computadorizadas, por não manterem a originalidade.

-

Viam a arte, incluindo a fotografia em geral, e o cinema, em particular, não como arte, mas como produção industrial, por conta da sua reprodução massiva.

-

Discordavam em alguns pontos, sendo que, o caráter “pessimista” da filosofia adorniana contrastava com o curioso “otimismo” do pensamento benjaminiano.


Questão: 752 / QT-74935
Ano: 2024
Banca: Instituto Consulplan
Órgão: Prefeitura de Pouso Alegre - MG
Cargo: Professor PIII - Filosofia
Disciplina: Filosofia

Há praticamente 86 anos da sua publicação, o que uma obra como “A náusea”, de Jean-Paul Sartre, ainda pode nos ensinar? Ela foi publicada em 1938, quando a Europa estava deslizando rapidamente para a catástrofe da Segunda Guerra Mundial, em tempos sombrios, dominadas pelos apelos frenéticos a universais que travestiam interesses soberanistas ferozes: o povo, a nação, a raça, o comunismo, o fascismo, o nazismo. Nas suas páginas, muita literatura (Kafka, Gide, Céline) e muita filosofia (Nietzsche, Husserl, Heidegger). Mas, acima de tudo, uma descoberta traumática, a da existência. É preciso um tremor, uma vertigem, um corte para reabrir os nossos olhos diante da Coisa informe da existência.

(Disponível em: https://www.ihu.unisinos.br/categorias/188-noticias.)


Romance de sucesso do escritor Jean-Paul Sartre expressa a vida como algo sem sentido, sob a influência da filosofia do alemão Edmund Husserl's. A história tem como protagonista Noël Roquentin, um homem de 30 anos que deixou o diário da sua vida de solitário em Bouville (Le Havre), onde se ocupava vagamente de pesquisas históricas. Sartre, representante do Existencialismo, afirmava, dentre outras premissas, que: 

-

A “náusea” surge exatamente por conta dessa impotência humana diante do mundo e da falta de escolhas e de liberdade a qual o homem é submetido ao longo da vida.

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A principal função dos homens ao longo de sua existência é buscar a plenitude da alma através das suas ações que devem, acima de tudo, favorecer a humanidade e não a si próprio.

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O ser humano é definido de acordo com sua trajetória, para o qual já nasce predestinado. Sendo assim, independente do que aconteça e da sociedade em que viva, está se preparando para a vida espiritual.

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A existência material e concreta deveria ser priorizada à qualquer essência possível, ou seja, o ser humano não possui uma essência que o defina de imediato, mas ele é definido de acordo com o modo como vive.


Questão: 753 / QT-74936
Ano: 2024
Banca: Instituto Consulplan
Órgão: Prefeitura de Pouso Alegre - MG
Cargo: Professor PIII - Filosofia
Disciplina: Filosofia

Nietzsche argumentou que haviam dois tipos fundamentais de moralidade: moral do senhor (moralidade mestre ou moral nobre) e moral de escravos (moral de rebanho). A moralidade do senhor valoriza o orgulho, força e nobreza, enquanto a moral dos escravos valoriza coisas como a bondade, humildade e simpatia. Moralidade mestre pesa ações em uma escala de consequências boas ou más (ou seja, virtudes clássicas e vícios, o consequencialismo), ao contrário da moral de escravos que pesa ações em uma escala de boas ou más intenções (por exemplo, virtudes e vícios cristãos).

(NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 75.)


No excerto anterior, da obra de Nietzsche “Genealogia da moral”, são descritos alguns ícones sobre a moral dos senhores e dos escravos. Para o autor, de acordo com o excerto e suas teorias:

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Tanto senhores quanto escravos, independentemente da sua posição social ou organização hierárquica, buscam a mesma coisa: a conciliação e a equidade social. 

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A moral dos senhores pode ser encarnada por pessoas que aparentemente não têm poder institucional ou dinheiro. Trata-se, portanto, de atitudes perante a vida, e não de posições sociais e econômicas.

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O poder transcende a própria condição humana, e é algo ligado ao divino, ou seja, quanto mais poder um indivíduo alcança ao longo da sua história, mais próximo estará de alcançar a plenitude espiritual.

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Ser “senhores” e “escravos” são apenas contingências históricas, metáforas, e não algo que possa influenciar no caráter e determinação moral das pessoas. Segundo ele, os homens nascem bons, e não são influenciados pela sociedade.


Questão: 754 / QT-74937
Ano: 2024
Banca: Instituto Consulplan
Órgão: Prefeitura de Pouso Alegre - MG
Cargo: Professor PIII - Filosofia
Disciplina: Filosofia

Observe a imagem a seguir: 



Imagem associada para resolução da questão

(Disponível em: https://www.vounajanela.com/grecia/Em: fevereiro de 2024.) 


A imagem retrata as ruínas de uma ágora em Atenas. Ágora era o nome que se dava às praças públicas na Grécia Antiga. Geralmente, elas ficavam localizadas na região central da cidade. As ágoras se relacionam com o surgimento da filosofia, pois:

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Principalmente, os filósofos pré-socráticos criaram a àgora exclusivamente para se reunirem e discutirem suas teorias.   

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Eram espaços de encontros representando um local de debate e discussão, onde ideias e conhecimentos eram compartilhados e questionados.

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Eram os centros religiosos, onde as crenças fundamentais dos gregos eram disseminadas a partir do trabalho específico dos filósofos cristãos.

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Eram uma espécie de praça popular antiga onde se selecionavam os filósofos, que só a partir daí poderiam tratar de assuntos políticos, públicos e privados. 



Questão: 755 / QT-74938
Ano: 2024
Banca: Instituto Consulplan
Órgão: Prefeitura de Pouso Alegre - MG
Cargo: Professor PIII - Filosofia
Disciplina: Filosofia

O ensino da filosofia, enquanto força de interrogação e de reflexão (e não como uma disciplina fechada sobre ela mesma) poderia funcionar como o suporte dessa racionalidade crítica e autocrítica, fermento da lucidez com vistas a promover a compreensão humana. É preciso ajudar as mentes a conviver com as ideias que devem funcionar como mediadoras com o real, e não ser confundidas com o real ou servir de meio a sua ocultação.

(MORIN, 2003, p. 54.)


Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. No que tange à filosofia, ela:

-

Visa estimular o pensamento complexo que simplifica entendimentos e permite ao educando alcançar a verdade absoluta das coisas.

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É ligada a saberes abstratos e racionalistas, relacionados a uma formação essencial de uma filosofia para elucidar os problemas existenciais.

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Apresenta a preocupação de estimular a lucidez, a racionalidade e a criticidade, permitindo ao sujeito uma melhor compreensão da vida.

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É pautada em premissas referendadas basicamente em grandes autores, em uma tentativa de resgatar o que é realmente importante num debate filosófico.



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