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Total de Questões Encontradas: 330 de 252.126
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Questão: 96 / QT-88004
Ano: 2024
Banca: VUNESP
Órgão: Câmara de Campinas - SP
Cargo: Analista Legislativo - Contador
Disciplina: Português

Um filme revolucionário


    Para muitos, a época do Natal é o momento da suprema hipocrisia. Durante 24 horas, ou talvez 48, os sorrisos são forçados, os sentimentos são de plástico e a gentileza, se merece o nome, não consegue esconder completamente a profundidade do ressentimento contra amigos ou familiares.

   Mas será que os mortais ainda se lembram do sorriso franco, dos sentimentos limpos e de uma gentileza genuína? Será que sentem saudades?

    Para esses nostálgicos, aconselho o filme “A Menina Silenciosa”, de Colm Bairéad, inspirado no livro “Foster”, de Claire Keegan. É o meu filme do ano, para usar a linguagem gasta dos balanços jornalísticos.

   A história é simples, ou parece simples: Cáit (espantosa Catherine Clinch) é uma criança de nove anos que sobrevive (é o termo) numa família que a ignora e despreza. O seu método de sobrevivência é o silêncio, a quietude e a observação. Para usar uma palavra clássica, Cáit é uma “enjeitada”. A mãe é uma figura exausta e ausente. O pai alcoólatra tem a delicadeza própria das bestas. E as irmãs mais velhas são espectros sem rosto e sem voz.

    Mas então os pais, que esperam uma nova criança e não têm tempo para Cáit, decidem enviá-la para a casa de Eibhlín e Seán, familiares distantes, só para passar o verão, e a garota é assim levada para um ambiente estranho. Decisão milagrosa, pois eles acolhem-na e, logo nos primeiros momentos, entendemos que algo mudou. Uma diferença nos gestos, digamos assim. Gestos de quem cuida.

    Naquele verão, Cáit conhece essa coisa extraordinária: uma família, partilhando com ela as suas alegrias e tristezas, as suas rotinas, as suas conversas. Lentamente, a “menina silenciosa” vai saindo do seu casulo. “A Menina Silenciosa” é um filme revolucionário por tratar do mais revolucionário dos temas: a bondade humana.

     Não é uma daquelas virtudes mentirosas para ser exibida nas redes sociais e que apenas serve para alimentar a vaidade do suposto virtuoso. Também não é uma mera proclamação ideológica, abstrata, ideal, própria de quem ama a humanidade, mas despreza o ser humano comum.

      Como lembrava Emmanuel Levinas*, a bondade é uma virtude interpessoal. Ela só acontece face a face. A bondade nada exige, nada espera, nada impõe. É pura hospitalidade. É abertura e reconhecimento. E, como no filme, talvez seja um dia reciprocidade.


(João Pereira Coutinho. ‘A Menina Silenciosa’ é um filme revolucionário ao tratar da bondade humana. www.folha.uol.com.br/colunas, 22.12.2023. Adaptado)


*Emmanuel Levinas: filósofo francês (1906-1995)
A passagem destacada em – Naquele verão, Cáit conhece essa coisa extraordinária: uma família, partilhando com ela as suas alegrias e tristezas... (6o parágrafo) está reescrita de acordo com a norma-padrão na alternativa: 

-

... uma família aonde desgostos e alegrias são compartilhadas com ela.

-

... uma família cujos os desgostos e as alegrias são compartilhados com ela. 

-

... uma família à qual ela tem os desgostos e as alegrias compartilhados.

-

... uma família com a qual ela tem alegrias e desgostos compartilhadas. 

-

... uma família cujas alegrias e desgostos são compartilhados com ela.


Questão: 97 / QT-88005
Ano: 2024
Banca: VUNESP
Órgão: Câmara de Campinas - SP
Cargo: Analista Legislativo - Contador
Disciplina: Português

Leia um trecho do romance “A gorda”, da escritora portuguesa Isabela Figueiredo, para responder à questão.



Já estamos habituados a cães abandonados que vêm parar à nossa rua. O Bobi também viveu quase duas décadas no pátio das traseiras do prédio. Do alto do sexto andar víamo-lo acoitar-se debaixo dos carros, fugindo à chuva. A certa altura, o papá comprou-lhe uma casota de cimento, que a loja veio entregar. O Bobi era quase como se fosse nosso, mas vivia na rua. Alguma vizinhança assomou à janela e apreciou o feito do papá. Mas estamos no mundo e, como de costume, outros censuraram. Eu e o papá temos fama de proteger os animais. E é má. Reclamam que ladram, que podem morder e transmitem doenças. Que somos os culpados de não se irem embora porque os alimentamos. Nas n ossas costas há sempre alguém a enxotá-los ou a magoá-los. Pessoas que se cruzam conosco fingindo ser do bem, mas nos impugnam pelas costas. Denunciam a presença do cão vadio à câmara e a carroça costuma aparecer de madrugada, com homens súbitos que procuram caçá-lo com redes. Quando não consegue escapar, o Bobi é levado para o canil municipal. Na manhã seguinte, eu e o papá deslocamonos ao canil e confirmamos a sua presença atrás das grades. Seguimos para a Câmara, pagamos a multa e voltamos para o resgatar. Fazemos o caminho a pé para casa, calmamente; ele ao nosso lado. O Bobi não entra em carros. Eu e o papá vamos-lhe pedindo que tenha cuidado com as doenças que as pessoas podem transmitir-lhe. Explicamos que a picada ou mordedura dos humanos é mortal. Embora nos ríamos da conversa que entabulamos, eu e o papá estamos fartos de gente.


(Isabela Figueiredo. “A gorda”. Editora Todavia, 2021. Adaptado)
De acordo com o texto, pode-se concluir corretamente que

-

certos moradores costumam recorrer à prefeitura que, imediatamente, envia os funcionários para aprisionar Bobi e levá-lo ao canil. 

-

os vizinhos, embora aprovassem a compra da casinha, não queriam Bobi no condomínio, pois o animal se confirmou uma real ameaça para os moradores.

-

a família da narradora, habituada a cães, quis acolher Bobi no apartamento, mas o cão, receoso, preferiu continuar vivendo no pátio do condomínio.

-

a narradora concebe a sociedade como um espaço em que existem seres humanos falsos e insensíveis, por esse motivo não a idealiza.

-

pai e filha, no trajeto de volta do canil, riem dos comentários que fazem acerca dos conhecidos, já que são mentiras que usam para distrair Bobi. 


Questão: 98 / QT-88006
Ano: 2024
Banca: VUNESP
Órgão: Câmara de Campinas - SP
Cargo: Analista Legislativo - Contador
Disciplina: Português

Leia um trecho do romance “A gorda”, da escritora portuguesa Isabela Figueiredo, para responder à questão.



Já estamos habituados a cães abandonados que vêm parar à nossa rua. O Bobi também viveu quase duas décadas no pátio das traseiras do prédio. Do alto do sexto andar víamo-lo acoitar-se debaixo dos carros, fugindo à chuva. A certa altura, o papá comprou-lhe uma casota de cimento, que a loja veio entregar. O Bobi era quase como se fosse nosso, mas vivia na rua. Alguma vizinhança assomou à janela e apreciou o feito do papá. Mas estamos no mundo e, como de costume, outros censuraram. Eu e o papá temos fama de proteger os animais. E é má. Reclamam que ladram, que podem morder e transmitem doenças. Que somos os culpados de não se irem embora porque os alimentamos. Nas n ossas costas há sempre alguém a enxotá-los ou a magoá-los. Pessoas que se cruzam conosco fingindo ser do bem, mas nos impugnam pelas costas. Denunciam a presença do cão vadio à câmara e a carroça costuma aparecer de madrugada, com homens súbitos que procuram caçá-lo com redes. Quando não consegue escapar, o Bobi é levado para o canil municipal. Na manhã seguinte, eu e o papá deslocamonos ao canil e confirmamos a sua presença atrás das grades. Seguimos para a Câmara, pagamos a multa e voltamos para o resgatar. Fazemos o caminho a pé para casa, calmamente; ele ao nosso lado. O Bobi não entra em carros. Eu e o papá vamos-lhe pedindo que tenha cuidado com as doenças que as pessoas podem transmitir-lhe. Explicamos que a picada ou mordedura dos humanos é mortal. Embora nos ríamos da conversa que entabulamos, eu e o papá estamos fartos de gente.


(Isabela Figueiredo. “A gorda”. Editora Todavia, 2021. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as frases apresentadas estão em conformidade com o sentido do texto.

-

Visto que alimentamos os cães, a princípio as pessoas nos culpam de eles não se irem embora. / Enquanto não consegue escapar, Bobi é levado para o canil, não obstante, na manhã seguinte, saímos para resgatá-lo. 

-

Ainda que alimentemos os cães, por isso as pessoas nos culpam de eles não se irem embora. / Se não consegue escapar, Bobi é levado para o canil, ou, na manhã seguinte, saímos para resgatá-lo.

-

Sem que alimentemos os cães, ainda assim as pessoas nos culpam de eles não se irem embora. / À medida que não consegue escapar, Bobi é levado para o canil, assim sendo, na manhã seguinte, saímos para resgatá-lo.

-

Como alimentamos os cães, consequentemente as pessoas nos culpam de eles não se irem embora. / Caso não consiga escapar, Bobi é levado para o canil, todavia, na manhã seguinte, saímos para resgatá-lo

-

Uma vez que alimentamos os cães, com efeito as pessoas nos culpam de eles não se irem embora. / Mesmo que não consiga escapar, Bobi é levado para o canil, salvo se, na manhã seguinte, saímos para resgatá-lo.


Questão: 99 / QT-88007
Ano: 2024
Banca: VUNESP
Órgão: Câmara de Campinas - SP
Cargo: Analista Legislativo - Contador
Disciplina: Português

Leia um trecho do romance “A gorda”, da escritora portuguesa Isabela Figueiredo, para responder à questão.



Já estamos habituados a cães abandonados que vêm parar à nossa rua. O Bobi também viveu quase duas décadas no pátio das traseiras do prédio. Do alto do sexto andar víamo-lo acoitar-se debaixo dos carros, fugindo à chuva. A certa altura, o papá comprou-lhe uma casota de cimento, que a loja veio entregar. O Bobi era quase como se fosse nosso, mas vivia na rua. Alguma vizinhança assomou à janela e apreciou o feito do papá. Mas estamos no mundo e, como de costume, outros censuraram. Eu e o papá temos fama de proteger os animais. E é má. Reclamam que ladram, que podem morder e transmitem doenças. Que somos os culpados de não se irem embora porque os alimentamos. Nas n ossas costas há sempre alguém a enxotá-los ou a magoá-los. Pessoas que se cruzam conosco fingindo ser do bem, mas nos impugnam pelas costas. Denunciam a presença do cão vadio à câmara e a carroça costuma aparecer de madrugada, com homens súbitos que procuram caçá-lo com redes. Quando não consegue escapar, o Bobi é levado para o canil municipal. Na manhã seguinte, eu e o papá deslocamonos ao canil e confirmamos a sua presença atrás das grades. Seguimos para a Câmara, pagamos a multa e voltamos para o resgatar. Fazemos o caminho a pé para casa, calmamente; ele ao nosso lado. O Bobi não entra em carros. Eu e o papá vamos-lhe pedindo que tenha cuidado com as doenças que as pessoas podem transmitir-lhe. Explicamos que a picada ou mordedura dos humanos é mortal. Embora nos ríamos da conversa que entabulamos, eu e o papá estamos fartos de gente.


(Isabela Figueiredo. “A gorda”. Editora Todavia, 2021. Adaptado)
Considere as frases.

• Meu pai escolhera uma casa feita de cimento para Bobi, e a loja _________ ao condomínio.

• Sabendo de sua captura, vamos ao canil onde_________  que Bobi está atrás das grades.

• No retorno para casa, converso com o cão e _________ de que as pessoas podem ser perigosas.

Atendendo à norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, as lacunas das frases devem ser preenchidas, respectivamente, por:

-

a havia levado; se confirma; previno-o

-

havia levado-a; se confirma; lhe previno

-

havia levado-a; confirma-se; previno-o

-

a havia levado; confirma-se; lhe previno

-

havia-a levado; se confirma; previno-lhe


Questão: 100 / QT-88008
Ano: 2024
Banca: VUNESP
Órgão: Câmara de Campinas - SP
Cargo: Analista Legislativo - Contador
Disciplina: Português

Leia um trecho do romance “A gorda”, da escritora portuguesa Isabela Figueiredo, para responder à questão.



Já estamos habituados a cães abandonados que vêm parar à nossa rua. O Bobi também viveu quase duas décadas no pátio das traseiras do prédio. Do alto do sexto andar víamo-lo acoitar-se debaixo dos carros, fugindo à chuva. A certa altura, o papá comprou-lhe uma casota de cimento, que a loja veio entregar. O Bobi era quase como se fosse nosso, mas vivia na rua. Alguma vizinhança assomou à janela e apreciou o feito do papá. Mas estamos no mundo e, como de costume, outros censuraram. Eu e o papá temos fama de proteger os animais. E é má. Reclamam que ladram, que podem morder e transmitem doenças. Que somos os culpados de não se irem embora porque os alimentamos. Nas n ossas costas há sempre alguém a enxotá-los ou a magoá-los. Pessoas que se cruzam conosco fingindo ser do bem, mas nos impugnam pelas costas. Denunciam a presença do cão vadio à câmara e a carroça costuma aparecer de madrugada, com homens súbitos que procuram caçá-lo com redes. Quando não consegue escapar, o Bobi é levado para o canil municipal. Na manhã seguinte, eu e o papá deslocamonos ao canil e confirmamos a sua presença atrás das grades. Seguimos para a Câmara, pagamos a multa e voltamos para o resgatar. Fazemos o caminho a pé para casa, calmamente; ele ao nosso lado. O Bobi não entra em carros. Eu e o papá vamos-lhe pedindo que tenha cuidado com as doenças que as pessoas podem transmitir-lhe. Explicamos que a picada ou mordedura dos humanos é mortal. Embora nos ríamos da conversa que entabulamos, eu e o papá estamos fartos de gente.


(Isabela Figueiredo. “A gorda”. Editora Todavia, 2021. Adaptado)
A frase que segue a norma-padrão de regência e de emprego do sinal indicativo de crase se encontra em: 

-

Algumas pessoas se mostram receptivas, outras nem tanto, à atenção dada aos cães de rua.

-

Meu pai e eu estamos acostumados à conviver com animais abandonados. 

-

Quando chove, Bobi procura se refugiar à locais cobertos, como embaixo dos carros. 

-

Há vizinhos que atribuem à qualquer atitude de pai e filha a culpa pela presença dos cães.

-

Para reaver animais capturados pelo serviço público, é necessário quitar à uma multa.



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