A respeito das perspectivas sobre as artes
indígenas, leia o trecho
a seguir.
A primeira dificuldade para refletir sobre a arte indígena é
a
própria definição de seu objeto. É preciso evitar noções
associadas ao fenômeno artístico na civilização
ocidental, tais
como: objeto artístico, artista, colecionador de arte, marchand e
assim por diante. Dentro
dessa perspectiva, é totalmente
inadequado presumir uma atividade artística para as culturas
indígenas
e, portanto, tentar identificar uma classe de produtos
de arte ou buscar especialização na sua
manufatura. Por outro
lado, remeter, como solução alternativa, todos e quaisquer
fenômenos formais
relevantes, nessas culturas, a um contexto
cerimonial e a conteúdos simbólicos é praticar outra forma
de
reducionismo que nada pode esclarecer.
Adaptado de
MENESES, U. B. “A arte no período pré-colonial”. In ZANINI, W. (Org.).
História geral da arte no Brasil,
v. 1. SP: Instituto Walther Moreira Salles, 1983, p. 21.
Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir sobre como
abordar as artes indígenas.
I. Os objetos das
artes indígenas funcionam como artefatos
estéticos voltados para contemplação, da mesma forma
que
as artes ocidentais, motivo pelo qual podem ser classificados
em função de sua relevância visual.
II. Toda a produção esteticamente bela dos povos indígenas
deve
ser valorada apenas do ponto de vista da sua
significação cerimonial ou simbólica.
III. Arte é uma categoria do nosso pensamento e da nossa
prática social,
motivo pelo qual deve-se discutir o que se
entende por arte, antes de classificar objetos de outras
culturas como artísticos.
Está correto o que se afirma em