“A princípio a ideia
era fazer um festival de cinema brasileiro.
Mas achamos que podíamos ir mais longe, ter um diferencial,
não
apenas exibir filmes, mas também produzi-los. Foi assim que
procuramos nos espelhar nos sistemas
de investimento do
Canadá, nos estúdios de cinema espanhóis e numa lição
brasileira: como no resto do
mundo, cinema pode ser lucrativo,
desde que se estabeleça como indústria. Quando alguém filma
numa
cidade derrama dinheiro no lugar desde que tenha também
incentivos. Então o dinheiro que sai poderia
e deveria retornar
através de serviços prestados pelos habitantes da cidade. E isso
aconteceu já, teve
filmes que receberam uma ajuda de X e ao
filmar nos estúdios de Paulínia e na região acabaram
deixando lá
exatamente esse X. Isso sem levar em conta o prestígio que a
cidade adquire, mesmo
internacionalmente.”
(EWALD FILHO, R. O triste caso de
Paulínia.
Disponível em: http://noticias. r7.com/blogs/
rubens-ewald-filho/2012/04/13/o-triste-
caso-de-paulinia/)
Com base no trecho citado,
analise as afirmativas a seguir a
respeito do polo cinematográfico de Paulínia, que tornou a
cidade
conhecida como a “Hollywood brasileira”.
I. O polo cinematográfico de Paulínia exemplifica o uso da
política cultural
como elemento propulsor de fomento social
e econômico regional.
II. A iniciativa privada é o indutor do desenvolvimento da
indústria cinematográfica de Paulínia,
independente de
incentivos públicos.
III. A lucratividade dessa
política cultural em Paulínia depende da
existência de produtores, investidores e consumidores de
cinema.
Está correto o
que se afirma em