As imagens de pessoas na fila do osso, atrás de
restos de carne,
ou à espera do lixo do supermercado percorreram os meios de
comunicação no último
trimestre de 2020, quando mais da
metade da população brasileira passou a conviver com algum
tipo de
insegurança alimentar.

Pessoas na fila para comprar as sobras de osso de caminhões
que abastecem de
carne os supermercados (Petrópolis – RJ, 2020).
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
(PNAD) do IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada entre
2004 e 2013, mostrava
uma redução progressiva da insegurança
alimentar em todo o País. Mas, em 2022, com a deterioração
da
situação, a fome retornou aos patamares de 2004.
A
respeito dos fatores que contribuíram para esse retrocesso,
analise as afirmativas a seguir.
I. Esse aumento da
insegurança alimentar é fruto de um
conjunto de fatores, como aumento do desemprego,
desaceleração
do crescimento do salário-mínimo e piora de
políticas sociais.
II. A pandemia agravou a pobreza, acentuando desigualdades
socioeconômicas e
alimentares, especialmente o acesso a
alimentos saudáveis de forma regular e em quantidade e
qualidade suficientes.
III. A fome e a insegurança
alimentar no Brasil têm causas
circunstanciais, relacionadas à interrupção do fornecimento
aos mercados
e às cadeias de abastecimento, devido à crise
pandêmica de saúde.
Está correto o que se afirma
em