A gestão de riscos na Administração Pública é um
processo que
busca contribuir para a eficiência organizacional no cumprimento
da missão institucional. É,
assim, uma ferramenta para assegurar a
produção de valor público. São passos fundamentais para o
sucesso deste processo, entre outros, a identificação, a análise e a
avaliação dos riscos aos quais a
organização está submetida.
O cumprimento dessas etapas permite identificar alternativas de
tratamento
dos riscos e o seu monitoramento contínuo.
Uma Universidade
Pública brasileira identificou, como evento de
risco, a possível invasão de seus sistemas corporativos
seguida da
alteração dos registros acadêmicos de seus estudantes. Com base
em uma escala linear
definida na Política de Gestão de Riscos da
Universidade, a probabilidade de ocorrência deste evento
sem a
adoção de medidas de controle foi definida como alta (8, em uma
escala de 1 a 10) e o impacto
da sua ocorrência como muito alto
(10, também em uma escala de 1 a 10).
Podemos ver, a seguir, os níveis de risco definidos pela
Universidade inspirada em orientações
do Tribunal de Contas da União.
Risco
Baixo Risco
Médio Risco Alto
Risco
Extremo
0 a 9,99
&nbs
p; 10 a 39,99
&nbs
p; 40 a 79,99
80 a
100
Feita a
análise do nível de risco inerente à ocorrência deste evento,
a Universidade passou a adotar medidas de
controle muito
rigorosas a partir de um benchmarking com
algumas de suas
congêneres. Tais medidas foram avaliadas e consideradas de um
nível de confiança
satisfatório (60%) após nova análise de
especialistas.
Com base
nestas informações, podemos afirmar que o nível de
risco inerente e o nível de risco residual de
ocorrência deste
evento na Universidade são, respectivamente,